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Destino ou só coincidência?

Num dia em tanto igual aos outros, um casal de espanhóis se despede no aeroporto.

Ele, por motivos de trabalho tem que regressar a Dubai mais cedo, tem uma reunião importante à qual não pode faltar.

Ela, decidiu parar mais uns dias em Espanha e rever a família. Depois de um casamento agitado, com bastantes convidados, e de uma lua de mel no Brasil, com certeza cheia de praia, festa e agitação, ver a família antes de voltar ao trabalho, é o ideal.

É com certeza difícil para os recém-casados se separarem, mas é por pouco tempo e eles trabalhando na área de consultadoria já estão acostumados a viagens seguidas, noites dormidas em bancos de avião, às refeições servidas em pratos de plástico e a ficarem distantes por breves períodos. Dessa vez, não seria diferente, apenas uns dias separados.

Assim é. Ele entra num avião da Emirates, um voo directo Brasil – Dubai que dura 15h. Ela, pega um avião para Paris de onde pegará a conexão para Madrid, seu destino final.

8h00 da manhã no Brasil, 15h00 aqui em Dubai, é divulgado o seguinte comunicado:

“Air France dirige suas sinceras condolências às famílias e amigos dos passageiros e membros da tripulação que se encontravam a bordo do voo AF 447 do dia 31 de Maio, desaparecido entre o Rio de Janeiro e Paris Charles de Gaulle. (…)”.

Desaparecido, essa é a palavra.

Como é que um avião, numa época de tecnologia, radares e satélites, desaparece assim, do nada? Ninguém sabia.

Hipóteses foram levantadas, começaram buscas exaustivas por sobreviventes, pela caixa-negra. Parecemos nos esquecer o quão pequenos somos, o quão pequeno um avião é no meio de um oceano. Foram encontrados corpos e só o que considero bastante tempo depois.

228 pessoas de 32 nacionalidades estavam naquele avião. Uma delas era a espanhola recém-casada que decidiu parar mais uns dias em Espanha para rever a família…

O marido só soube do acontecido quando aterrou em Dubai, perto das 22h00. Foi recebido por amigos e por médicos no aeroporto e regressou no dia seguinte para Espanha, para perto dos que realmente importam. Até hoje não regressou e ninguém sabe se algum dia regressará.

Muitos diriam que isso aconteceu porque realmente não era a hora dele, que é o destino, era a hora dela e ele não podia estar junto.

Será que não foi só coincidência? Será que existe isso de hora marcada e que todas aquelas 228 pessoas foram colocadas naquele avião por uma força maior, já com o intuito de fazer dessa viagem o fim de suas vidas?

Se assim é, me faz pensar que ninguém tem controle de nada, estamos destinados a viver até essa força maior decidir que chegou a nossa hora.

Resta aproveitar o melhor possível o tempo que nos é dado, Carpe Diem.

Aos familiares e amigos de todas as vítimas, os meus mais sentidos pêsames.

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2 respostas para “Destino ou só coincidência?

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