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Air France – um ano depois ainda uma incógnita

Recentemente li na Globo.com uma matéria sobre o vôo AF 447, que há um ano – sim, já faz um ano… – “desapareceu” dos radares causando surpresa, muitas perguntas e muita dor.

Até hoje, muitas dessas perguntas continuam sem resposta. O que se sabe foi que o avião seguia normalmente até a área de cobertura do radar em Fernando de Noronha onde enfrentou turbulência e mau tempo. Enviou mensagem de pane e não voltou a fazer contato com os controladores de vôo. Encontraram-se alguns destroços, alguns corpos e nenhum sobrevivente. 228 pessoas de várias nacionalidades estavam a bordo.

Na época do acontecido – sendo inclusive um dos primeiros posts do meu blog – contei a história de um casal meu conhecido, que depois de 15 dias de lua-de-mel tiveram que regressar separados e acabaram separados para sempre… (ver aqui).

Continuo apoiando as famílias e embora ache que o dinheiro não paga o sofrimento, acho que é o único jeito de fazer com que as companhias aéreas não se poupem na hora de garantir que os aviões e o staff são os melhores nem de proporcionar as melhores condições de vôo e segurança possíveis.

Desejo que um dia descubram exatamente o que aconteceu e que isso possa trazer alguma paz a quem fica pra trás.

Aqui as questões que vi na entrevista e que continuam não respondidas:

“O que provocou o acidente?

Ainda não se sabe.

Relatório da BEA (Escritório de Análises e Investigações), a agência francesa que investiga o caso, afirma que ocorreu uma “cadeia de eventos”, mas que a falta das caixas-pretas, de testemunhas e de dados do voo dificultam a apuração.

A BEA confirmou que houve uma “inconsistência de mensuração” da velocidade do ar, mas isso apenas não explica o acidente. A Airbus recomendou a substituição dos sensores de velocidade conhecidos, como tubos de Pitot nos aviões A330 e A340, e várias empresas, inclusive a Air France, já seguiram a sugestão.

Mas analistas da Airbus afirmam que falha humana e outros problemas técnicos podem ter concorrido para causar a queda.

O que são as sondas pitot?

As sondas de Pitot são tubos metálicos em forma de L, com cerca de 20 centímetros de largura no lado maior, que saem das asas ou da fuselagem do avião.

A pressão do ar que entra no tubo permite que os sensores meçam a velocidade e o ângulo do deslocamento do voo, além de captar outras informações menos vitais, como a da temperatura do ar fora da aeronave.

Eles são aquecidos para evitar que congelem.

Um tubo de Pitot bloqueado ou defetuoso poderia fazer o sensor de velocidade operar incorretamente, levando o computador que controla o avião a acelerar ou desacelerar de maneira potencialmente perigosa.

Um das teorias que poderiam explicar o acidente é a de que os sensores de velocidade congelaram-se, passando informações incorretas para os computadores do avião. O piloto automático teria então determinado que a aeronave voasse rápido ou devagar demais durante uma turbulência provocada pelas tempestades da região do acidente.

Mas o congelamento das sondas já ocorreu em outras ocasiões, sem provocar acidentes.

Onde estão as caixas-pretas?

Em uma área delimitada do Oceano Atlântico. Ela foi determinada no ano passado, por sinais emitidos pelas próprias caixas.

Como estão as buscas?

Já foram realizadas três fases de buscas, a um custo total de 20 milhões de euros.

A terceira fase das buscas foi encerrada, sem sucessos, no final de maio. A BEA informou que está avaliando a situação e que apenas em julho deve decidir se as buscas serão retomadas.

Como funcionam as caixas-pretas?

As caixas-pretas são duas estruturas coladas, que registram todos os dados do voo (como altitude, velocidade) e as comunicações da cabine. Elas são feitas para sobreviver a fortes impactos.

Em que pé estão as indenizações?

Em março de 2010, uma família de vítima brasileira obteve uma indenização de R$ 2 milhões, o que provocou reclamação das famílias de vítimas francesas, que pediram valores semelhantes.

O grupo francês Axa, que representa as seguradoras da Air France, recorreu, pois considera que o valor das indenizações deve ser determinado por uma comissão, conforme combinado.

Sarah Stewart, do escritório londrino Stewarts Law, que representa 50 famílias de vítimas, afirmou que as seguradoras da Air France oferecem extrajudicialmente indenizações diferentes em função da nacionalidade das vítimas: US$ 4 milhões por pessoa nos Estados Unidos, US$ 750 mil no Brasil e US$ 250 mil na Europa. A empresa e suas seguradoras não comentaram a afirmação.

Do que os parentes das vítimas reclamam?

Eles acreditam que não foram investigadas todas as pistas.”

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