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Arquivo do mês: abril 2011

Não sei quantas almas tenho

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem achei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
 
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem,
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
 
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: “Fui eu?”
Deus sabe, porque o escreveu.
 
Fernando Pessoa
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Feliz Páscoa para todos!


Como é um funeral Mulçumano?

Estava eu com meus queridos amigos num barzinho e entre vários assuntos discutidos surgiu a pergunta: Como é um funeral Mulçumano?

Estou aqui há já quase 3 anos e nunca ouvi falar no assunto, nem tinha pensado nisso até então mas agora que pensei, tive que descobrir. 🙂

Quando um Mulçumano está prestes a falecer (em casos que podem ser previstos), as pessoas mais próximas são chamadas para recitar versos do Corão, incentivar a reza e dar o máximo de conforto físico que puderem.

Se estiver em condições físicas e mentais de se pronunciar, as últimas palavras de um Mulçumano devem ser uma declaração de fé: “Eu sou testemunha que não existe Deus que não Alá”.

Os familiares devem ser pacientes e ter em mente que de acordo com o Islam, Alá é quem dá e tira a vida, quando Ele assim decide e que não cabe a ninguém questionar a Sua sabedoria, assim que, após a morte, os que estiverem com o falecido são encorajados a permanecer calmos, a rezar, e a começar imediatamente as preparações para o enterro.

Os olhos do falecido devem ser fechados e o corpo coberto temporariamente com um lençol limpo. É proibido gritar e fazer movimentos bruscos e exagerados mas é permitido chorar já que quando o filho do próprio Profeta Muhammad morreu, ele disse: “Os olhos derramam lágrimas e o coração está de luto, mas nós não diremos nada excepto o que agrada o nosso Senhor.”

Pela lei Islâmica, o corpo deve ser enterrado o mais rapidamente possível. Em preparação para o enterro, os membros da família ou da comunidade lavam o corpo com àgua perfumada e o cobrem com um pano branco chamado kafan. Se a pessoa morreu como mártir este passo não é executado, mártires são enterrados com as roupas em que faleceram.

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Você sabe o que é um Doppelgänger?

O nome doppelgänger se originou das palavras alemãs doppel (significa duplo, réplica ou duplicata) e gänger (andante, ambulante ou aquele que vaga). Segundo a lenda, é um ser que tem o dom de representar uma cópia idêntica de uma pessoa que ele escolhe ou que passa a acompanhar.

Quando só o dono do doppelgänger o pode ver, diz-se que  é um sinal de morte iminente – teoricamente a pessoa vê a própria alma partindo para o plano astral. Em certos casos, outras pessoas próximas também conseguem ver o “sósia”, sendo considerado um anúncio de má sorte. Diz-se que cães e gatos podem ver os doppelgänger dos seres humanos, embora não seja comprovado.

Vários casos foram descritos ao longo dos anos mas um dos mais famosos e curiosos é o relatado pelo escritor americano Robert Dale Owen. Julie von Güldenstubbe, a segunda filha do Barão von Güldenstubbe descreveu como, em 1845 – quando tinha apenas 13 anos – viu o Doppelgänger da sua professora, Emilie Sagée.

Emilie era francesa, tinha 32 anos e lecionava numa escola só para meninas chamada Pensionat von Neuwelcke, na atual Letónia. Segundo os relatos de Julie, a professora tinha um duplo que aparecia e desaparecia, visível para todos os alunos. Ela conta que, certo dia, 13 crianças estavam na sala de aula quando apareceu uma imagem imitando todos os movimentos de Emilie escrevendo no quadro, apenas um detalhe era diferente: não usava giz. Outro incidente occorreu durante o jantar, em que viram Sagée jantando na sala comum, com todos os movimentos comuns de quem está comendo mas mais uma vez, com as mãos vazias, sem garfo nem faca.

Nem sempre o doppelgänger imitava seus movimentos, ocasionalmente ele era visto em uma parte da escola quando se sabia que a professora estava em outro local, como o presenciado num dia de verão em 1846. Todas as 42 alunas da escola estavam reunidas numa sala para a aula de costura, quando a imagem de Emilie apareceu numa cadeira, dentro da sala, sendo que a verdadeira Emilie estava no jardim colhendo flores, bem visível para todos pela janela.

Sagée afirmou nunca ter visto o seu sósia e devido aos muitos relatos e ao imenso burburinho que causava, acabou por ser demitida da escola.

Alguns outros casos famosos que foram documentados:

Guy de Maupassant – novelista Francês que afirmou ter sido assombrado por seu doppelgänger perto da sua morte, em 1893. Ele descreveu que em certa ocasião, o seu duplo entrou no quarto, se sentou na cadeira oposta à dele e narrou o que Maupassant estava escrevendo. Guy escreveu sobre esta experiência na sua obra “Lui”.

 

John Donne – poeta do século 16 que foi visitado pela imagem de sua esposa segurando um bêbê. No mesmo momento, a sua mulher estava em trabalho de parto mas o bêbê nasceu morto.

 

 

Percy Bysshe Shelley – poeta Inglês, encontrou seu doppelgänger na Itália. Segundo seu relato, o “fantasma” apontava silenciosamente para o mar. Não muito tempo depois, perto do seu 30º aniversário em 1822, ele faleceu num acidente de barco, afogado no mar.

 

 

#medo