Tribo Mosuo – A última sociedade matriarcal

A cerca de 2,700 metros de altura no sudeste chinês, nas margens do Lago Lugu, vive a tribo Mosuo. E lá, as mulheres mandam!

No dialecto mandarim que a tribo fala, não existem palavras para os conceitos de “pai” ou “marido”. Elas gerem o dinheiro, as propriedades e o nome da família é passado de mãe para filhas.

Com dois mil anos de existência a tradição é o que sempre foi. A prática do casamento é totalmente posta de lado e além de não casar, a mulher tem a decisão primária na escolha do parceiro. Aos 13 anos dá-se o ritual Zuo Hun ou “casamento passageiro”, onde as mulheres são integradas na vida social. A partir daí, elas podem ter quantos parceiros desejarem. Qualquer criança que nasça destes relacionamentos é criada apenas pelas mães e os pais são chamados de “tios”. Mulheres e homens vivem separados durante toda a vida, já que elas apenas recebem a visita dos homens de madrugada.

Conhecido na China como “Reino das Mulheres”, a tribo é composta por um total de 40 mil pessoas que habitam as margens do lago numa série de pequenas aldeias.

Os homens fazem as atividades domésticas e são comandados por elas em atividades como a pesca e a criação de animais, estão plenamente conscientes do seu papel na tribo e não questionam a liderança das mulheres.

O fotógrafo italiano Luca Locatelli, que visitou a tribo em Novembro para uma reportagem, afirma que “as pessoas, homens ou mulheres, são extremamente afáveis e simples. Não são de todo simplórios, pois têm uma cultura e conhecimento muito ricos”. Disse ainda que os homens e as mulheres estão em pé de igualdade, mas as mulheres são quem mais ordena.

Algumas das suas fotos:

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Acho que, do mesmo jeito que na nossa sociedade as mulheres tiveram garantidos mais direitos e mais poder com o tempo, os homens Mosuo vão evoluir para uma posição de igualdade (merecida). No entanto é interessante documentar já que a tribo é considerada a última sociedade matriarcal.


11 respostas para “Tribo Mosuo – A última sociedade matriarcal

  • carlos

    desculpe a intromissão,sem entrar no mérito de polêmica mas uma pergunta para todos os gêneros ,
    onde fica o Amor nessas relações ?

  • Paulo

    Totalmente errada a ideia que se pretende passar da tribo do Tibete. Não tem nada de matriarcado, tem sim uma mulher como a mais respeitada da tribo mas, quem é chamado de chefe é o filhinho dela (um vadio chamado Suna). O matrimonio não existe porque a promiscuidade rola solta (e a prostituição também). Todo parte da conduta vagabunda dos caras, que não formam seu próprio lar, ficam morando na casa da mãe, acomodados e cheios de mordomias (literalmente não fazem NADA), e como tem amantes por todas partes, ficam numa boa o dia todo, a mulherada faz todo o serviço como verdadeiras escravas e ainda abrem a porta â noite pros caras liberar o “estresse”. A culpa desse comportamento sem vergonha dos caras é CLARO, das MÃES deles. E tem mulher que acha isso BOM ? Serio ?.

  • alice

    não é a última sociedade matriarcal. falta pesquisa. e por que os homens “merecem” ter mais poder na sociedade Mosuo? não entendi sua colocação.

  • SergioFloripa (@sergiojrsc)

    Gostei dessa sociedade. Você vai aderir Stephy? Quando as brasileiras vão aderir? Se aderir to dentro.

  • felipe

    Porque ela como mulher, tava usando uma camiseta do Che Guevara, o cara mais sanguinário e doente, e estuprador… ?

  • Fernando Sottomaior

    Stephy, interessante seu post.
    Com as recentes e permanentes conquistas femininas, alguns alicerces da sociedade patriarcal estão seriamente abalados, particularmente os tabus ligados ao comportamento sexual. Veja também como é comum, hoje em dia, tanto homens como mulheres separados voltarem à casa de suas mães (e pais), se reestruturarem e atingirem outro patamar de maturidade.
    Acredito, como a Graça, que naturalmente já estamos a caminho de um comportamento intermediário.
    O homem livre, bem sucedido, é muito mais interessante para as mulheres. Amigo, parceiro, cúmplice, sem necessidade de ser marido.
    A exclusividade é que complica as coisas…

    • Stephy

      Fernando, obrigada pelo seu comentário e concordo com você, estamos a caminho de um comportamento intermédio. Acho curioso como muitas vezes estamos apenas presos à nossa própria realidade e não vemos que o mundo tem exemplos de tudo, e o que o diferente não é necessariamente ruim, é apenas diferente.

  • Graça Pires

    Muito interessante……foge totalmente aos padrões de nossa civilização, poderiamos encontrar um comportamento intermediário talvez, fossemos mais felizes…..

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