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George Jorgensen vira Christine Jorgensen – 60 anos da notícia de mudança de sexo

“Ex-GI se torna beleza loira!”. Este era o título do jornal Americano que anunciava uma inovadora mudança de sexo – uma das primeiras que envolveram cirurgia e tratamento hormonal, no ano de1952.

George Jorgensen chocou a nação Americana ao retornar de uma viagem à Dinamarca transformado na glamourosa Christine.

Quando loira e elegante mulher de 27 anos, envolta no seu casaco de peles, saiu do avião com os seus longos cílios e lábios vermelhos, pouco restava do tímido homem que tinha sido.

Jorgensen cresceu no Bronx e na adolescência ficou convencido que estava preso no corpo errado. Nos anos 40, durante uma curta estadia no exército americano, se deparou com um artigo sobre um médico Dinamarquês, Christian Hamburger, que estava testando hormônios em animais e teve esperança que esta fosse a solução para o seu problema.

Como ambos os seus pais eram Dinamarqueses, não foi difícil conseguir um motivo para justificar a viagem nem conseguir conexões familiares que ajudassem. Assim, em 1950 seguiu para Copenhaga sem revelar a ninguém as suas verdadeiras intenções.

“Eu estava um pouco nervosa porque tinha muita gente que dizia que eu era doida”, revelou Christine numa entrevista. “Mas o Dr. não via nada particularmente estranho na situação.”

Jorgensen antes e depois

Na sua caminhada para a transformação os primeiros passos foram tomar hormônios femininos. O médico incentivou Jorgensen, pela primeira vez, a assumir uma identidade feminina e a se vestir como mulher em público. Com o passar do tempo o corpo do paciente mudou – começaram a aparecer glândulas mamárias e pêlos na área das têmporas. Até que finalmente, todo o corpo tomou uma forma feminina.

Jorgensen foi também assistido por um fisiologista, Dr. Georg Sturup, que aceitou a força da convicção dela em prosseguir com a cirurgia de mudança de sexo e conseguiu peticionar o governo Dinamarquês a modificar a lei para permitir a castração com este propósito.

Depois de mais de um ano em terapia hormonal, Jorgensen fez a primeira de muitas cirurgias rumo à mudança de orgão genital de masculino para feminino. O que foi exatamente feito nessas cirurgias não foi totalmente clarificado mas Christine estava satisfeita com os resultados e disse numa entrevista que se assemelhava a uma mulher com uma histerectomia – embora não pudesse ter filhos, podia ter relações sexuais normalmente.

Depois da cirurgia, Christine escreveu em carta aos seus pais: “A Natureza cometeu um erro que eu corrigi, e agora sou vossa filha.”

O seu retorno aos Estados Unidos foi recebido com curiosidade, fascínio e respeito pela media e o público. Não houve grande hostilidade.

Hollywood a abraçou e contratos para filmes apareceram, ela foi convidada para as festas mais glamourosas e até coroada Mulher do Ano pela Sociedade Escandinávia de Nova Iorque. Durante os anos 60 e 70, ela viveu confortavelmente, percorrendo os Estados Unidos fazendo shows. Teve menos sucesso na sua vida pessoal, nunca se casou e seus namoros foram atribulados.

Jorgensen morreu de câncer aos 62 anos, em 1989.

Jorgensen

 

 

Fonte: BBC

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