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Arquivo do autor:Stephy

5 dicas para quem quer morar nos Emirados

É um país difícil para novatos. Principalmente por ser tão caro, aqueles que vêm na aventura, sem nenhum plano e apenas com a esperança de achar algum emprego, normalmente gastam suas reservas e vão embora pior do que chegaram.

Dica no. 1 – Inglês

Mesmo que você falasse Árabe perfeitamente, os Emirados têm muitos expatriados, aliás a população é não-Árabe em sua maioria então, se não souber falar Inglês direito, as coisas mais simples como pedir comida num restaurante serão bem complicadas.

Pratique seu Inglês, faça cursinhos online ou o que puder fazer para deixar seu Inglês mais fluente e o menos abrasileirado possível. Línguas adicionais são um plus, como o Espanhol, Francês, Alemão, etc, mas o Inglês é obrigatório.

Dica no. 2 – Comece a procurar trabalho antes de chegar 

Muitas empresas contratam gente que não mora aqui, então é comum aceitarem entrevistas por Skype ou por telefone e às vezes pagam até sua passagem pra você fazer a entrevista pessoalmente. Então o ideal é que você já venha com algo alinhado. Comece por:

  • O LinkedIn é uma das melhores e mais usadas ferramentas de recrutamento nos Emirados. Dê aquele grau no seu CV (em Inglês, óbvio) e poste no LinkedIn. Foto profissional, que mostre toda sua cara mas nada de decotes, bebida na mão etc, deixa isso pro teu Facebook;
  • Se inscreva em sites de emprego no UAE, como monster.com, bayt.com, dubbizzle.com, monstergulf.com, gulftalent.com;
  • Se inscreva nos sites das agências de recrutamento – a Robert Half por exemplo é boa para profissionais que trabalham com Financeiro, a Charterhouse, assim como a Hays, é melhor para pessoas de Administração. Existem várias, MacKenzieJones, McGregor-Boyall, etc.;
  • Aplique nos sites das empresas de seu interesse. Se por exemplo você quer trabalhar com hotelaria, faça uma pesquisa no Google, veja as centenas de hotéis que existem aqui e saia aplicando diretamente nos sites dos hotéis.

Nota: tenha certeza que seu perfil é consistente em todos os canais, posts, etc, não vá cometer o erro básico de dizer uma coisa no seu CV e outra no seu LinkedIn. Os meios se consultam, cuidado para não mentir e perder a reputação de cara.

Se você já sabe que vem para os Emirados de todo jeito e não está esperando ser contratado para poder ter patrocínio na passagem, uma outra dica é colocar seu endereço como se já estivesse aqui. Isso facilitará e aumentará suas chances com aqueles que querem contratar apenas pessoas que já moram nos Emirados. Se te ligarem, você pode sempre dizer que está de férias ou teve que voltar para resolver alguma coisa mas estará de volta no dia X da sua passagem.

É muito importante achar emprego logo. Além de ser um lugar muito caro em que você não vai conseguir se sustentar muito tempo sem uma fonte de renda, é preciso visto para morar e apenas consegue com um emprego ou casando com alguém que tenha visto e possa ser seu sponsor. Se não arrumar emprego, já sabe, o truque é casar logo rsrs.

Ah, e não pense que só porque vem para os Emirados vai chegar sentado(a) em petrodólares como eu sempre escuto porque isso é a maior besteira do mundo. A menos que você já tenha uma carreira brilhante e venha recrutado especificamente por essa carreira, já com tudo mais do que certo, você vai começar por baixo como todo mundo. Se ganha mais aqui do que aí? Ganha sim, mas se gasta muuuiiiitttooo mais também. Você vai penar de todo jeito, ter que comer pão e danone vários dias e viver de salário em salário vários meses ou até anos. A diferença é que se você for profissional, qualificado(a), dedicado(a) e se adaptar rápido, você provavelmente terá uma escalada mais rápida do que no Brasil. Além de ser mais seguro, limpo, etc etc

Dica no. 3 – Procure fazer amigos antes de chegar

Como disse, é um lugar difícil. Se você não conhece ninguém provavelmente se sentirá bastante sozinho(a) e até meio deprimido no início. Se inscreva em grupos de pessoas que moram aqui, como o Brasileiros em Dubai, ou o InterNations, existem vários e são facilmente encontrados no Facebook, Google. Eles sempre organizam eventos, cafés, jantares, festas. Você pode se inscrever antes de chegar, ir conversando com as pessoas pela Internet e quando chegar já se sentirá mais à vontade e terá uma base de conhecidos.

Participe de todos os eventos que puder pelo menos uma vez. Esses grupos são ótimos para fazer contatos profissionais e os Emirados funcionam muito por indicação, é bem possível que uma dessas pessoas seja a pessoa que te indica o caminho certo e você terá a oportunidade de fazer novos amigos.

Acredite que até com amigos você se sentirá sozinho às vezes. Aqui todo mundo trabalha muito, é comum passar 10, 11 horas no trabalho por dia e agendas ficam difíceis de conciliar, então, é importante que tenha diversos grupos de amigos, faça atividade física, namore, viaje, curta bem muito os momentos fora do trabalho para não ficar excessivamente isolado(a).

Dica no. 4 – Venha com algum dinheiro

Ai, como é caro aqui. Tudo é caro mas acomodação nem se fala! Se você não conhece ninguém e também não tem emprego, é melhor trazer um bom dinheiro de poupança ou então nem vir, corre um sério risco de gastar tudo e ter que voltar sem nada ou terminar dividindo quarto (não é apartamento não, você leu bem, quarto) com mais 4 indianos(as).

Se você conhece alguém e tem onde ficar, agradeça. Isso já é uma ajuda enorme, que vai te poupar bastante dinheiro e dor de cabeça. Os aluguéis aqui são extremamente caros e em sua maioria pagos adiantadamente por um ano. Em alguns casos você consegue negociar pagar em até 4 vezes por ano mas os cheques têm que ser todos entregues na assinatura do contrato. Além disso existem depósitos de segurança que têm que ser pagos para ativar a água+luz, ar condicionado (não dá pra viver sem aqui), TV+ Internet etc. Quando você aluga um apartamento ainda tem que pagar 5% do valor do aluguer pra o agente imobiliário e um depósito de segurança ao senhorio de também 5%. Tendo em consideração que um apartamento de apenas um quarto em áreas razoáveis anda entre 45 – 65 mil reais por ano, já viu né?

Frutas e comida são em geral mais caras do que no Brasil e em Portugal, bebida alcoólica é caríssima. Carros, gasolina e com certeza eletrodomésticos, celulares, computadores e afins são mais baratos do que no Brasil mas não porque é barato aqui e sim porque no Brasil é uma roubalheira. Preços desses items saem a mesma coisa do que em Portugal. Ouro, diamantes, pérolas, jóias, também são mais baratas, mas quem tem dinheiro para isso quando chega?

Sharjah, Ajman, Ras Al Khaimah, Fujairah e Umm Al Quaimm são os Emirados mais baratos, Dubai e Abu Dhabi são os mais caros mas também os mais interessantes e mais liberais para morar. Se quer vir para cá mas não consegue se sustentar nas capitais, estudar os Emirados mais baratos pode ser uma boa ideia. Sharjah é um dos Emirados mais restritos, lá não se pode beber álcool nem em hotéis, então estude bem as opções antes de fazer suas escolhas, o amigo Google ajuda.

Dica no.5 – Se prepare para perder momentos especiais

Parece meio óbvio e não é uma dica específica aos Emirados mas quando você sai do seu país, deixa sua família para trás e está num lugar novo, sem muitos amigos, é bastante normal sentir saudade claro, tristeza também. Isso pode ser bem pior em dias especiais como aniversários, casamentos, nascimentos, batizados, falecimentos, Natal, etc.

Eu já vi muita gente pirar e querer desistir ou desistir mesmo por não conseguir ficar longe da família. Não tem como não sentir as coisas mas, venha bem consciente que é impossível você presenciar tudo. Talvez você consiga planejar pra ir no aniversário de 80 anos da sua avó mas vai perder o casamento da sua melhor amiga, sempre vai ser assim, você sempre vai perder alguma coisa.

Tente racionalizar isso de antemão, entender que você fez uma escolha e que existem prós e contras nessa escolha, o maior dos contras sendo justamente esse, você não estar lá em todos os momentos importantes. Se isso te parece impossível de ultrapassar, fique por aí mesmo. Saiba que com o tempo você vai se acostumar e vai construir sua vida em outro lugar mas nunca desaparece e sempre deixa um pouco de culpa. Morar fora não é para todos.

 

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A política de consumo de drogas em Portugal

Portugal se tornou, em 2001, o primeiro país europeu a abolir oficialmente todas as penas criminais para posse e consumo pessoal de drogas, incluindo cannabis, cocaína, heroína e metanfetamina. Isso quer dizer que, desde desse ano, ninguém que tem drogas para consumo pessoal é preso. A produção e o tráfico continuam sendo atividades ilegais e puníveis por lei com penas de prisão.

O país tinha um problema com drogas – seus usuários, na sua maioria, terminavam sem emprego, sem abrigo, nas ruas, trazendo outros problemas para a sociedade.

Uma comissão nacional foi encarregada de resolver o problema e a decisão que tomaram foi a de substituir a pena de prisão por terapia. Prisão sai mais cara do que o tratamento – então por que não oferecer serviços de saúde e prevenção, tentar recuperar as pessoas em vez de encher ainda mais as prisões já sobrelotadas?

Os usuários são encaminhados para um painel constituído por um psicólogo, assistente social e assessor jurídico para tratamento adequado (que pode ser recusado sem punição criminal porém pode ser substituído por uma multa). Existem centros, as regularmente chamadas “casas de chuto”, onde usuários de droga podem consumir em ambiente seguro, com agulhas novas, enfermeiros acompanhando e onde em paralelo, são incentivados a aderir ao tratamento.

Muitos foram contra, apoiam uma “guerra” às drogas,  sem perceber que o fruto proibido é sempre o mais apetecido. Falaram que o experimento seria um desastre, que traficantes tomariam conta, que os usuários iriam se multiplicar e que viraria uma cidade de “turismo de droga”. Pois bem, estavam enganados.

O que aconteceu em Portugal, foi que a despenalização, em colaboração com o apoio público providenciado, trouxe menos tabu, mais informação e mais educação sobre o assunto. O assunto “droga” é discutido nas escolas, na televisão, na comunidade e deixou de ser um bicho de sete cabeças.

A maioria da população está consciente dos seus efeitos, das consequências do seu consumo e portanto mesmo em épocas conturbadas como a adolescência, preferem ficar em porto mais seguro e quando consomem, na sua maioria, são drogas consideradas leves, como cannabis. Mas a melhor parte é que, a comunidade tem apoio, tem para onde se virar se precisar de ajuda, para si ou para um dos seus. O programa funciona.

Vamos a fatos:

O consumo dos adolescentes portugueses aumentou numa primeira fase, antes e após a descriminalização, mas estabilizou quando o efeito novidade se foi. Portugal é hoje o país com as menores taxas de consumo de drogas entre jovens da Europa.

Em 2001, mais de 100 mil portugueses eram viciados em heroína. No ano passado, o número caiu para 30 mil – muitos deles em fase de tratamento. O consumo regular de drogas pesadas no geral, regrediu após a descriminalização, tendo passado de 7,6% para 6,8%.

Como os toxicodependentes portugueses podem obter seringas descartáveis, a descriminalização parece ter reduzido consideravelmente o número de contaminações com HIV (267 ocorrências em 2008, contra 907 em 2000). Há ainda uma diminuição das mortes por overdose e hepatites.

O número de detidos por delitos relacionados com drogas diminuiu mais da metade e atualmente representa apenas cerca de 21%.

Vale notar que ao contrário do que certos países sugerem com a liberalização total, Portugal não controla o grau de pureza das drogas nem a dosagem de consumo, e não arrecada um centavo em receitas fiscais da sua venda. Os circuitos de abastecimento e distribuição continuam nas mãos do crime organizado, o que quer dizer que o problema não desapareceu completamente.

As vantagens são notórias, mas não foi de um dia para o outro. Despenalizar por si só não funciona. É preciso toda uma estrutura de educação, apoio psicológico, médico e jurídico por trás para ter sucesso. Nem todos os países estão capacitados para isso mas é com certeza um bom exemplo.

Site do SICAD – Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências – http://www.sicad.pt/pt/Paginas/default.aspx

 


Falsas Memórias

Image result for brainVocê confia na sua memória? Já tentou verificar suas histórias por meio de outras pessoas, fotos ou outras fontes de informação?

Memórias parecem fortes, sólidas. Nossas lembranças nos parecem verdades. Estávamos lá, vimos com nossos olhos, escutamos com nossos ouvidos, sentimos na nossa pele. No entanto e na verdade, memórias são complexas, maleáveis e extremamente falíveis.

O nosso cérebro é muito complexo e capaz de armazenar algo como 2.5 petabytes de informação, porém é maleável, adaptativo e susceptível, influenciável. Perfeito para nossa evolução. Memórias não são eventos completos guardados num único local do cérebro e sim fragmentos de informação espalhados em diferentes regiões cerebrais.

Elas podem derivar de experiências pessoais ou de eventos externos, como coisas que você leu ou escutou, e têm propriedades reconstrutivas. Ao serem lembradas e relembradas várias vezes, podem sofrer alterações e serem armazenadas como experiências próprias, se transformando em memórias falsas.

Vale notar que memórias falsas não são mentiras. A pessoa tem “certeza” que vivenciou porque é o que está gravado em suas memórias, portanto, são verdades assumidas para quem as conta.

“A falsa memória é uma experiência mental que é erroneamente considerada como sendo uma representação verídica de um evento de seu passado pessoal. As memórias podem ser falsas de forma relativamente pequena (por exemplo, acreditar que viu as chaves na cozinha quando estavam na sala) e de maneiras que têm profundas implicações para si mesmo e outros (por exemplo, acreditar equivocadamente que é o criador de uma ideia ou que foi abusado sexualmente quando criança). ”
(Johnson, MK, 2001)

Isso acontece com quase todo mundo. Eu acredito que suas memórias, principalmente as de infância, não são exatamente o que aconteceu. Eu não gosto de banana, nem sequer tolero o cheiro. Um fato curioso é que minha mãe, tal como eu, não suporta banana. Eu tinha a memória de a um certo ponto quando criança, ter me entalado comendo uma banana e achava que era por isso que não gostava.

Ao verificar esta informação com meus familiares, descobri que na verdade foi minha mãe que se engasgou com uma banana quando criança. Acontece que quando eu era pequena, eu comia muita banana e minha mãe, que não suporta o, sempre pedia para eu me afastar enquanto estivesse comendo. Como resultado, ao lembrar e relembrar, meu cérebro memorizou que banana é horrível e se apropriou de uma memória que não é minha como justificação.

Nesse caso a memória falsa não afeta ninguém mas existem casos bem graves, como o caso de Nadean Cool, que em 1986 procurou ajuda de um psicólogo para lidar com um episódio traumático experienciado por sua filha e acabou tendo “memórias” de ser abusada quando criança, forçada a participar em rituais satânicos, ter sexo com animais, comer bebês e assistir ao assassinato de uma criança de 8 anos.

Como isso aconteceu? Como é possível? O seu psicólogo, ao aplicar terapias de hipnose nas suas sessões com Nadean, fazia sugestões que se transformaram em “memórias”. Episódios que ela foi lembrando achando que eram eventos reais que ela havia reprimido.

Em 1992 um pároco ajudou Beth Rutherford a se lembrar que o seu pai, também um homem de fé, a tinha molestado entre os 7 e os 14 anos e que a sua mãe às vezes até o ajudava, segurando-a. Através de sugestões externas, Beth passou a acreditar ter engravidado e abortado 2 vezes devido aos abusos. Quando a informação virou pública e seu pai foi acusado, ele teve que se demitir. No decorrer das investigações, exames médicos concluíram que Rutherford ainda era virgem e nunca tinha engravidado.

O perigo é óbvio – pessoas podem ser presas, condenadas, difamadas publicamente e até pior, devido a memórias de eventos que nunca aconteceram. E não é tão difícil assim plantar falsas lembranças, especialmente em crianças.

A nossa memória tem um pouco de ficção. Desde que não vire um filme de terror, não tem nada de errado nem de anormal nisso.

Tente verificar algumas de suas lembranças e veja por você mesmo como às vezes elas são bem diferentes do que aconteceu na realidade.

Site sobre o Síndrome de Falsa Memória: http://www.fmsfonline.org/

Um artigo científico da Dra. Elisabeth F. Loftus, da Universidade de Washington, onde descreve alguns testes que fez:  https://faculty.washington.edu/eloftus/Articles/sciam.htm 

 


Se você não existisse, que falta faria?

Perfeito!


O certo é não olhar

O certo é não olhar os vídeos e não procurar informação sobre o desmatamento das florestas amazônicas, sobre incendiários, sobre como os índios são expulsos de suas terras, e tomar seu café da manhã em paz. O certo é não olhar os vídeos e informação sobre como as vacas e bezerros são mortos a pauladas e as galinhas trituradas vivas e apreciar seu bife ou sua coxinha de galinha em paz. O certo é não olhar e não pensar sobre a poluição na terra, não ver o quão sujo estão os oceanos, e aproveitar a sua praia em paz, seguida daquele chuveiro de meia hora. O certo é não olhar as notícias da guerra, não ver os vídeos das crianças em choque com os bombardeios, não pensar nos imigrantes afogados, e aproveitar sua ida ao cinema em paz. O certo é não olhar para os idosos jogados e abandonados em asilos, não olhar para as crianças jogadas em orfanatos, e assistir seu jogo de futebol em paz. O certo é não olhar quando a menininha ou menininho tão sendo abusados, e ir brincar com sua sobrinha em paz. O certo é não olhar quando alguém é assaltado, espancado, morto na sua frente, o certo é virar as costas e ir beber a sua cerveja em paz.

O que é certo é que eu não quero ninguém na minha vida que diz que o certo é não olhar. Olhe sim. Olhe até se enfurecer, até ter nojo, até se revoltar. Olhe até decidir que a indiferença é o pior crime de todos. Olhe até tomar uma atitude. Nem todos viemos para mudar o mundo, mas todos podemos evitar piorá-lo e quem sabe ajudar a melhorá-lo um pouquinho, nem que seja por ter a exata consciência do que acontece em sua volta, tendo compaixão com os outros seres.

Use mais papel reciclado, reduza o consumo de carne, seja voluntário num asilo, num orfanato, ou se não tem tempo quem sabe uma contribuição financeira para os médicos sem fronteiras ou uma associação infantil qualquer, ajude pessoas que estão nesse momento fazendo o que você não tem coragem de fazer. Ajude seu vizinho, cuide da sua avó, adote um cachorro, adote uma criança. Não aceite a injustiça, denuncie, se tiver como intervenha, evite o chuveiro de meia hora, não jogue lixo no chão, recicle. Deixe de ser cego. Deixe de ser ignorante. Não aceite. Não se cale.

Você que acha que o certo é não olhar – o certo é gente como você desaparecer da face da terra.