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Bollywood – O Hollywood da Índia

Acho que a maioria de nós é meio restrita nas opções cinematográficas, pelo menos eu sou.

Já vi filmes portugueses e brasileiros, mas não tantos como deveria ter visto já que são meus países. Americanos e ingleses, claro, vi centenas, dominantes na indústria. Vi uns 3 ou 4 franceses e que me lembre, foi isso. É meio desconfortável assistir um filme numa língua que não é a nossa nativa, ou no Inglês ao qual já estamos tão acostumados.

Já se imaginou assistindo um filme chinês, árabe, alemão ou russo? Devem existir verdadeiras obras de arte por aí completamente desconhecidas, no mínimo curiosas, relatando uma vida completamente diferente da que conhecemos, mostrando outros mundos.

Há duas semanas, foi filmado uma produção de Bollywood aqui no prédio. Para quem não conhece, Bollywood é a versão Indiana de Hollywood, vem da mistura de Bombai + Hollywood.

Eu nunca vi nenhum filme desses inteiros, até porque não entendo nada e nunca achei um legendado, mas dá pra entender a acção e é super engraçado. Vejam aí alguns trechos de filmes de Bollywood e parem de rir se conseguirem.


Alexitimia – a dificuldade de verbalizar sentimentos

Como seria sua vida se você não sentisse raiva, tristeza, ciúme, mas também não sentisse amor, alegria, entusiasmo? Ou melhor, como seria sua vida se você sentisse tudo isso mas não soubesse reconhecer e descrever as sensações e portanto, não experimentasse o sentimento associado? Complicado imaginar, não é? Nesse caso, até entender é complicado.

Estou falando de Alexitimia, uma disfunção de construção de personalidade pouco conhecida que hoje chamou minha atenção.

A palavra provém do grego: A indica ausência, lexis é palavra e timia, emoção – mais ou menos, “sem palavras para a emoção” e a condição a que se refere, foi descrita pela primeira vez em 1973, pelo psicoterapeuta Peter Sifneos.

Caracterizada pela incapacidade de identificar e descrever os próprios sentimentos, a Alexitimia é bastante comum em conjunto com outras condições médicas, como o autismo, depressão, esquizofrenia. Os pacientes não conseguem associar o que o seu corpo sente com o seu estado emocional.

Por exemplo, alguém que perde um familiar e sente uma forte dor de cabeça mas não associa a dor de cabeça com o sofrimento ou a tristeza de ter perdido alguém próximo.

Os Alexitimianos (essa palavra fui eu que inventei), também costumam ter memória curta para as sensações. Usando o mesmo exemplo, a pessoa esqueceria no dia seguinte que teve dor de cabeça, apagando totalmente o registro de qualquer alteração corporal, de qualquer sensação física, e eliminando totalmente a memória negativa do momento de perda do familiar.

O problema é que, assim como a memória dos momentos negativos se vai, a dos positivos também.

As pessoas que sofrem dessa disfunção, costumam ser bastante conscientes de si-mesmo, analíticas em relação aos seus processos, extremamente racionais e desligadas do mundo emocional, tendo dificuldade de entender os sentimentos das outras pessoas, entender porque as outras pessoas se irritam ou ficam tristes, ou porque se comportam de forma estranha quando estão apaixonadas, considerando na maioria das vezes que são apenas irracionais.

Isso não quer dizer que sejam más pessoas ou psicopatas.

Li a entrevista que um paciente (Caleb) deu para a BBC. Um homem casado, com um filho de 8 meses. No dia de seu casamento, quando viu a noiva entrar na igreja, disse que se sentiu corar e os pés ficarem dormentes, mas que tirando isso, não tem memória de mais nada de relevante, foi tudo bem “neutro”.

Caleb afirma que não sente amor pela sua esposa nem mesmo pelo seu filho, não tem a sensação calorosa do amor, nem a emoção que vem com isso, mas sente uma tensão física no corpo – como músculos tensos – quando fica longe da esposa e do filho por alguns dias, viajando a trabalho por exemplo.

Consciente do seu problema, ele visita um terapeuta regularmente que o ajuda a manter a estabilidade dos seus relacionamentos, a identificar e a associar o que os sintomas físicos que ele sente podem representar emocionalmente e faz um grande esforço para manter a sua parceira feliz. Ele a escuta com bastante atenção procurando racionalizar o sentimento dela para o compreender, memoriza as reações dela, aprendendo assim a identificar quando ela está chateada ou feliz e como ela se comporta nesses momentos.

A melhor parte, ele diz, é que a relação deles não é afetada pela emoção, então é bastante estável e uma escolha totalmente consciente. Caleb não é caso único. Cerca de 10% da população geral (8% homens e 2% mulheres) apresenta sintomas de Alexitimia, em 3 níveis – leve, moderado ou alto.

De acordo com alguns estudos, existem várias causas possíveis para o desenvolvimento dessa condição, como o fator genético; um problema neurológico que provoca uma falta de comunicação entre os dois lados do cérebro, fazendo com que a pessoa sinta a parte física mas não “traduza” a experiência em palavras e emoções; e pode ser ainda causado por um mecanismo de defesa após perdas traumáticas, abuso prolongado, etc – o cérebro simplesmente fecha as vias de processamento de emoções, e a pessoa vai perdendo a capacidade de sentir. Esse último tipo de é reversível com terapia e medicação.

Como em tudo nessa vida nos dias de hoje, existe uma comunidade para pessoas com personalidade Alexitimica e até um teste online. Você pode responder a algumas perguntinhas (em Inglês) e descobrir qual o seu nível de falta de emoção. Clique aqui.


Paz no Mundo, será possível?

Vi há algumas semanas um artigo na BBC com este mesmo título que me intrigou. Decidi procurá-lo novamente para postar sobre este assunto, explicarei porquê.

Atualmente moro em Recife que tem um dos maiores (senão o maior) Carnavais de rua do mundo. Estive em Olinda, no Recife Antigo, em Boa Viagem, em Candeias, em prévias, saídas de blocos, shows e estou agradavelmente surpresa com uma coisa… a tranquilidade deste Carnaval. Não sei números oficiais mas pelo histórico de Carnavais passados e pela estatística, eu deveria ter presenciado alguma confusão. Pensei que estava apenas com sorte, porém após alguma “pesquisa” entre amigos, todos me confirmaram a mesma coisa – parece mais tranquilo.

Foi essa linha de pensamento vinda de um motivo tão simplório que me fez relembrar e pensar na entrevista que vi. Será que o mundo caminha para a Paz? Será mesmo que podemos esperar que não hajam mais guerras, mais conflitos, mais assassinatos? Será que o ser Humano está ficando mais pacífico?

O Psicologista e Cientista Cognitivo Steven Pinker (Universidade de Harvard) acha que sim. Ele acredita que é perfeitamente concebível que as guerras entre países sigam o caminho do extermínio.

Apesar de saber que ainda existe muita violência no mundo, e mais formas de matar, há cada vez menos guerras entre países desde 1945. Não só em guerras, as taxas de homicídios são mais baixas do que por exemplo na Idade Média ou outros períodos passados. A violência no mundo em geral, e proporcionalmente à população, tem vindo a baixar. O presente é mais pacífico do que o passado e se a tendência continuar, o futuro será mais pacífico do que o presente.

Até em temas “menores”, assuntos que há relativamente pouco tempo eram ignorados – como a violência doméstica – não são mais aceites nem vistos como “normais”.

Steven afirma que temos partes no cérebro que nos impulsionam a ser violentos, como sentir desejo de vigança, tribalismo e a procura por dominância (pessoal ou de grupos, por exemplo, grupos religiosos). Porém outras partes inibem este instinto violento como por exemplo a razão ou o sentimento de empatia e nos permitem ver a violência como um problema a resolver em vez de como um concurso a ser ganho.

Aqui um link para um site interessante, uma base de dados que guarda os números de mortes por vários motivos (desde violentas, cancêrs, partos, etc) por taxa e por país, para os mais curiosos.

Para os que não querem abrir o link –  o Brasil está no número 19 dos mais violentos, Portugal no 143 e Enirados Árabes em 186 (total 192 países). Aqui está um ranking em que todos deveriam querer ficar no último lugar!

 

 


George Jorgensen vira Christine Jorgensen – 60 anos da notícia de mudança de sexo

“Ex-GI se torna beleza loira!”. Este era o título do jornal Americano que anunciava uma inovadora mudança de sexo – uma das primeiras que envolveram cirurgia e tratamento hormonal, no ano de1952.

George Jorgensen chocou a nação Americana ao retornar de uma viagem à Dinamarca transformado na glamourosa Christine.

Quando loira e elegante mulher de 27 anos, envolta no seu casaco de peles, saiu do avião com os seus longos cílios e lábios vermelhos, pouco restava do tímido homem que tinha sido.

Jorgensen cresceu no Bronx e na adolescência ficou convencido que estava preso no corpo errado. Nos anos 40, durante uma curta estadia no exército americano, se deparou com um artigo sobre um médico Dinamarquês, Christian Hamburger, que estava testando hormônios em animais e teve esperança que esta fosse a solução para o seu problema.

Como ambos os seus pais eram Dinamarqueses, não foi difícil conseguir um motivo para justificar a viagem nem conseguir conexões familiares que ajudassem. Assim, em 1950 seguiu para Copenhaga sem revelar a ninguém as suas verdadeiras intenções.

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Japão e os tipos de sangue

Famoso pelas suas extravagâncias e peculiaridades, o Japão tem uma cultura própria bem demarcada e diferente de qualquer outra – extremamente trabalhadores e para eles palavra é tudo. São criativos com suas roupas extravagantes e uso de cores fortes nos cabelos, unhas, roupas e acessórios.

Inteligentes, conhecidos como crânios da tecnologia, matemáticas e na verdade, de quase tudo, têm “bizarrices” (leia-se: coisas bem diferentes das nossas) difíceis de igualar, eu os considero um povo surpreendente e divertido.

Fato curioso é que no Japão as pessoas se “classificam” por tipos de sangue. Basicamente os japinhas consideram que o tipo de sangue influencia diretamente o temperamento e a personalidade, sendo até um dos critérios de contratação em certos empregos.

Cerca de 40% da população Japonesa é tipo A, 30% tipo O, 20% tipo B e apenas 10% são AB.

De acordo com a crença popular as pessoas de:

· Tipo A são sensíveis e perfeccionistas, bons para trabalho em equipe mas muito ansiosas;
· Tipo O são curiosos e generosos mas teimosos;
· Tipo ABs são criativos mas misteriosos e imprevisíveis;
· Tipo B são animados mas egocêntricos, individualistas e egoístas.
Há várias publicações sobre o assunto, os programas matinais muitas vezes têm uma leitura estilo de horóscopo só que para o tipo sanguíneo, sites de relacionamento levam os tipos de sangue em consideração e existem produtos específicos para cada tipo como: chiclete, refrigerantes, sais de banho.

Embora os cientistas tentem constantemente refutar esta crença, pois não há nenhuma prova que isso seja verdade, é ainda muito comum entre a população, mesmo aos mais altos níveis, tanto que, em Julho de 2011, o então Ministro da Reconstrução Ryu Matsumoto se demitiu após ser criticado por fazer alguns comentários insensíveis. Ele culpou o seu tipo de sangue:

“Gostaria de me desculpar por ter ofendido as pessoas nas áreas de desastre. Eu pensei que estava emocionalmente próximo das vítimas do desastre mas me faltaram palavras suficientes e o os meus comentários foram duros.”

“Meu sangue é do tipo B, o que quer dizer que posso ser irritável e impetuoso, e as minhas intenções nem sempre se vêm.”

“A minha mulher conversou comigo e eu penso que tenho que refletir sobre isso.”



Intersexuais – Hermafroditas e Andrógenos

Um em cada 100 nascimentos acontece com heterogeneidade na diferenciação sexual e num em cada 2.000 nascimentos essa heterogeneidade é tanta que levanta dúvidas sobre o gênero da criança. A heterogeneidade diz respeito ao facto de não existir, numa mesma pessoa/bebé, uma alinhamento de todas as características sexuais por um só género, ou seja, não são todas tradicionalmente femininas, nem são todas tradicionalmente masculinas.

Intersexuais

Intersexuais são pessoas nascidas com genitália e/ou características sexuais secundárias que fogem dos padrões socialmente determinados para os sexos masculino ou feminino. Por exemplo, tendo parcial ou completamente desenvolvidos ambos os órgãos sexuais ou outras características do dimorfismo sexual como aspecto da face, voz, comportamento, membros e forma de outras partes do corpo e também presença de caracteres a mais como terceiro e quarto mamilo.

Na medicina, há a diferenciação entre intersexual falso e verdadeiro. A verdadeira intersexualidade (que é uma condição muito rara) é quando os dois órgãos sexuais são igualmente bem desenvolvidos, produzindo hormônios sexuais masculinos e femininos. Já na falsa intersexualidade, um dos órgãos tem maior grau de desenvolvimento sobre o outro, sendo predominante.

Hermafroditas

Chama-se hermafrodita (do nome do deus grego Hermafrodito, filho de Hermes e de Afrodite – respectivamente representantes dos gêneros masculino e feminino) um ser ou animal que possui órgãos sexuais dos dois sexos.

Existem três tipos de hermafroditismo humano: o hermafroditismo verdadeiro, o pseudo-hermafroditismo masculino e o pseudo-hermafroditismo feminino:

  • No hermafroditismo verdadeiro as crianças nascem com os dois órgãos sexuais bem formados, possuindo os oŕgãos sexuais internos e externos de ambos os sexos, incluindo ovários, útero, vagina, testículos e pênis. No hermafroditismo verdadeiro a maioria das pessoas são geneticamente do sexo feminino (cromossomos XX) e a formação dos órgãos sexuais masculinos é atribuída a causas ainda não totalmente conhecidas.
  • No pseudo-hermafroditismo masculino a criança nasce geneticamente como do sexo masculino (cromossomos XY) embora os órgãos sexuais externos não se desenvolvam completamente.
  • No pseudo-hermafroditismo feminino a criança nasce geneticamente como do sexo feminino (cromossomos XX) embora o clítoris desenvolva-se excessivamente adquirindo um formato semelhante a um pênis.

Os pseudo-hermafroditas são frequentemente estéreis e todos os hermafroditas verdadeiros são estéreis.

Andrógenos

A androginia não é uma doença e não se relaciona com orientação sexual. O andrógino é aquele(a) que tem características físicas e comportamentais de ambos os sexos, quer masculinas (andro) quer femininas (gyne). Assim sendo, torna-se difícil definir a que gênero pertence apenas por sua aparência.

No mundo da moda os andrógenos estão cada vez mais em alta. Os seus traços “indefinidos” em termos de gênero fazem com que tanto possam desfilar como modelos masculinos e femininos, ajudando assim a poupar nas contratações.

 


Os Estados Unidos não têm um idioma oficial

Pode parecer estranho, mas é verdade! Os Estados Unidos da América não possuem uma língua oficial.

Cada estado pode ter leis próprias que colocam a língua que quiser como a sua oficial. O Inglês é o idioma nacional de facto (na prática) mas não há nenhuma língua oficial a nível federal ou em sua constituição, que a coloque de forma oficial.

Algumas leis, como os requisitos para naturalização, padronizam o inglês e exigem a fluência do mesmo. Há movimentos públicos e até no Senado federal que lutam pela oficialização. Porém, nunca chegou a ser feita uma lei que tornasse isso real.

Como cada Estado pode ter sua própria língua oficializada, 32 optaram pelo inglês. O Havaí opta pelo inglês conjuntamente ao havaiano. O Novo México possui lei que prevê o uso do inglês e do espanhol, como a Califórnia, que obriga documentos do governo a serem publicados também em espanhol. O Louisiana inclui o francês como oficial ao lado do inglês.

Vários territórios insulares concedem o reconhecimento oficial para suas línguas nativas, juntamente com o inglês: samoano e chamorro são reconhecidas pela Samoa Americana e Guam respectivamente; caroliniano e o chamorro são reconhecidos pelas Ilhas Marianas do Norte e o espanhol é a língua oficial de Porto Rico.

Cerca de 80% da população americana usa apenas o inglês em suas casas, e o espanhol é a segunda mais comum com 12% de utilização.