Bollywood – O Hollywood da Índia

Acho que a maioria de nós é meio restrita nas opções cinematográficas, pelo menos eu sou.

Já vi filmes portugueses e brasileiros, mas não tantos como deveria ter visto já que são meus países. Americanos e ingleses, claro, vi centenas, dominantes na indústria. Vi uns 3 ou 4 franceses e que me lembre, foi isso. É meio desconfortável assistir um filme numa língua que não é a nossa nativa, ou no Inglês ao qual já estamos tão acostumados.

Já se imaginou assistindo um filme chinês, árabe, alemão ou russo? Devem existir verdadeiras obras de arte por aí completamente desconhecidas, no mínimo curiosas, relatando uma vida completamente diferente da que conhecemos, mostrando outros mundos.

Há duas semanas, foi filmado uma produção de Bollywood aqui no prédio. Para quem não conhece, Bollywood é a versão Indiana de Hollywood, vem da mistura de Bombai + Hollywood.

Eu nunca vi nenhum filme desses inteiros, até porque não entendo nada e nunca achei um legendado, mas dá pra entender a acção e é super engraçado. Vejam aí alguns trechos de filmes de Bollywood e parem de rir se conseguirem.


Política de senso comum

Política, do Grego politikos, significa “de, para, ou relacionado a grupos que integram a Pólis”. Pólis, por sua vez, significa cidade-Estado, comunidade, coletividade, sociedade. Denomina-se então a arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados.

Na política, os termos  “esquerda” e “direita” apareceram durante a Revolução Francesa de 1789 e o Império de Napoleão Bonaparte, quando os membros da Assembleia Nacional se dividiam em partidários do rei que ficaram sentados nas cadeiras à direita do presidente e simpatizantes da revolução na sua esquerda.

A partir do início do século XX, os termos Esquerda e Direita passaram a ser associados a ideologias políticas específicas e foram usados para descrever crenças políticas dos cidadãos, substituindo gradualmente os termos “vermelhos” e “reação” ou “republicanos” e “conservadores”. Em 1914, a metade esquerda da legislatura foi composta por socialistas unificados, republicanos socialistas e radicais socialistas, enquanto os partidos que foram chamados de “esquerda” agora se sentam do lado direito.

Havia assimetria na utilização dos termos direita e esquerda pelos lados opostos. A Direita negou que o espectro Esquerda-Direita fosse significativo porque o viam como artificial e prejudicial à unidade. A Esquerda, no entanto, buscando mudar a sociedade, promoveu a distinção.

No Brasil, essa divisão se fortaleceu no período da Ditadura Militar, onde quem apoiou o golpe dos militares era considerado da direita, e quem defendia o regime socialista, de esquerda.

Hoje em dia temos esquerda, direita, centro e outras variações e o que não temos é senso comum na política. Em vez de definirmos política em prol da localização das suas cadeiras, devíamos dar uns bons séculos de passos atrás e voltar à definição grega – a ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados, de comunidades ou coletividades.

O político que se define como de “esquerda” ou de “direita” não pode começar bem. Como pode algum ser humano ter apenas uma visão do mundo aplicável a todas as coisas? Como pode alguém se classificar como “esquerda” ou “direita” se o mundo é mutável, se existem várias perspectivas para a mesma questão, várias argumentações lógicas para cada problema que não estão nem certas nem erradas, muitas vezes estando as duas coisas ao mesmo tempo. O fato de escolher um lado, significa inflexibilidade, quando especialmente na política, deveríamos estar preparados para evoluir, aprender e escolher o melhor possível, não vendo apenas um lado, mas enfrentando os problemas com “visão de helicóptero”, vendo as questões de cima e sempre procurando achar as soluções que trazem resoluções finais, estáveis e com menos consequências negativas para todos os envolvidos.

Se até a E.L. James achou 50 tons de cinza, será que a política humana, a administração de seres tão complexos como nós se pode definir em um punhado de direções?

Na verdade, eu acho que partidos políticos deveriam ser abolidos e os indivíduos deveriam se candidatar para posições governamentais de forma independente, assim como fazemos quando nos concorremos a vagas de trabalho em qualquer empresa.

O País pode se comparar a uma grande empresa em termos de gerenciamento. Tem vários departamentos – Financeiro, Recursos Humanos, Vendas, Compras, etc. – existem objetivos, alvos a serem alcançados. A dedicação e honestidade deveriam ser prioridade, assim como a performance e o trabalho de equipa.

As empresas não trocam todos os funcionários no mesmo período. Elas abrem vagas, contratam examinando experiência, avaliando capacidade, profissionalismo, performance. E demitem caso a pessoa não esteja cumprindo suas obrigações com qualidade.

Sugiro isso porque não concordo que só um partido possa estar no poder, não concordo que se um Ministro, Deputado, ou até Presidente, esteja fazendo um bom trabalho, tenha que ser trocado aquando a troca de governo, muitas vezes sendo substituído por alguém não tão eficiente. Assim como não acredito que um incompetente deva ficar num cargo porque é tio, primo ou dorme com alguém importante. Acredito que a competição eleva a qualidade de serviço. Imagine ministros de diferentes partidos, com diferentes visões e experiências, tendo que considerar essas experiências e chegar a um consenso. Penso que existe uma chance de termos uma política mais equilibrada, com menos lobbies e mais considerativa com o povo.

Em vez de escolhermos partidos, deveríamos estar focados em escolher indivíduos, bons gestores, pessoas eficientes, honestas e dedicadas que de fato queiram fazer um bom trabalho e fazer do País um lugar melhor para todos.


Barbara Goyri – Jóias

Não sou a maior usuária de jóias do mundo mas estou adorei a coleção Make a Wish da Barbara Goyri e decidi postar aqui.

Embora ela tenha várias outras coisas lindas no website dela, que podem ser encomendadas e até personalizadas, essa coleção específica é mais o meus estilo – peças pequenas, simples e delicadas. Cada uma com uma mensagem especial.

Vão lá no site dar uma olhadinha – http://www.barbaragoyri.com/coleccoes/


Alexitimia – a dificuldade de verbalizar sentimentos

Como seria sua vida se você não sentisse raiva, tristeza, ciúme, mas também não sentisse amor, alegria, entusiasmo? Ou melhor, como seria sua vida se você sentisse tudo isso mas não soubesse reconhecer e descrever as sensações e portanto, não experimentasse o sentimento associado? Complicado imaginar, não é? Nesse caso, até entender é complicado.

Estou falando de Alexitimia, uma disfunção de construção de personalidade pouco conhecida que hoje chamou minha atenção.

A palavra provém do grego: A indica ausência, lexis é palavra e timia, emoção – mais ou menos, “sem palavras para a emoção” e a condição a que se refere, foi descrita pela primeira vez em 1973, pelo psicoterapeuta Peter Sifneos.

Caracterizada pela incapacidade de identificar e descrever os próprios sentimentos, a Alexitimia é bastante comum em conjunto com outras condições médicas, como o autismo, depressão, esquizofrenia. Os pacientes não conseguem associar o que o seu corpo sente com o seu estado emocional.

Por exemplo, alguém que perde um familiar e sente uma forte dor de cabeça mas não associa a dor de cabeça com o sofrimento ou a tristeza de ter perdido alguém próximo.

Os Alexitimianos (essa palavra fui eu que inventei), também costumam ter memória curta para as sensações. Usando o mesmo exemplo, a pessoa esqueceria no dia seguinte que teve dor de cabeça, apagando totalmente o registro de qualquer alteração corporal, de qualquer sensação física, e eliminando totalmente a memória negativa do momento de perda do familiar.

O problema é que, assim como a memória dos momentos negativos se vai, a dos positivos também.

As pessoas que sofrem dessa disfunção, costumam ser bastante conscientes de si-mesmo, analíticas em relação aos seus processos, extremamente racionais e desligadas do mundo emocional, tendo dificuldade de entender os sentimentos das outras pessoas, entender porque as outras pessoas se irritam ou ficam tristes, ou porque se comportam de forma estranha quando estão apaixonadas, considerando na maioria das vezes que são apenas irracionais.

Isso não quer dizer que sejam más pessoas ou psicopatas.

Li a entrevista que um paciente (Caleb) deu para a BBC. Um homem casado, com um filho de 8 meses. No dia de seu casamento, quando viu a noiva entrar na igreja, disse que se sentiu corar e os pés ficarem dormentes, mas que tirando isso, não tem memória de mais nada de relevante, foi tudo bem “neutro”.

Caleb afirma que não sente amor pela sua esposa nem mesmo pelo seu filho, não tem a sensação calorosa do amor, nem a emoção que vem com isso, mas sente uma tensão física no corpo – como músculos tensos – quando fica longe da esposa e do filho por alguns dias, viajando a trabalho por exemplo.

Consciente do seu problema, ele visita um terapeuta regularmente que o ajuda a manter a estabilidade dos seus relacionamentos, a identificar e a associar o que os sintomas físicos que ele sente podem representar emocionalmente e faz um grande esforço para manter a sua parceira feliz. Ele a escuta com bastante atenção procurando racionalizar o sentimento dela para o compreender, memoriza as reações dela, aprendendo assim a identificar quando ela está chateada ou feliz e como ela se comporta nesses momentos.

A melhor parte, ele diz, é que a relação deles não é afetada pela emoção, então é bastante estável e uma escolha totalmente consciente. Caleb não é caso único. Cerca de 10% da população geral (8% homens e 2% mulheres) apresenta sintomas de Alexitimia, em 3 níveis – leve, moderado ou alto.

De acordo com alguns estudos, existem várias causas possíveis para o desenvolvimento dessa condição, como o fator genético; um problema neurológico que provoca uma falta de comunicação entre os dois lados do cérebro, fazendo com que a pessoa sinta a parte física mas não “traduza” a experiência em palavras e emoções; e pode ser ainda causado por um mecanismo de defesa após perdas traumáticas, abuso prolongado, etc – o cérebro simplesmente fecha as vias de processamento de emoções, e a pessoa vai perdendo a capacidade de sentir. Esse último tipo de é reversível com terapia e medicação.

Como em tudo nessa vida nos dias de hoje, existe uma comunidade para pessoas com personalidade Alexitimica e até um teste online. Você pode responder a algumas perguntinhas (em Inglês) e descobrir qual o seu nível de falta de emoção. Clique aqui.


Eu sou imortal

Outro dia estava conversando com meu namorado e estávamos falando sobre coisas possíveis e impossíveis. Eu disse que nada é impossível e ele me respondeu que é sim, complementando que é impossível por exemplo, ser imortal.

Eu rapidamente respondi “mas eu sou imortal”. Acho que ele não entendeu e levou como mais uma das minhas (muitas) loucuras. Eu estava falando sério. Eu acho que nada de fato é impossível e acredito que sou imortal. Acho que tudo depende de interpretação e da sua visão sobre as coisas.

Porque é que eu me acho imortal? Muito simples, porque tenho esse blog. Porque tenho um Facebook, um LinkedIn ou um Twitter que imortalizaram a minha vivência. Eu existo, tenho voz e tenho provas disso. Através da Internet imortalizei algumas das minhas experiências e opiniões, me tornando também imortal. Para mim, enquanto alguém no mundo lembrar quem eu sou, seja onde for, conhecido ou não, eu estarei presente.

Se eu morrer hoje e daqui a 100 anos alguém achar esse post, eu estarei conversando com alguém. Eu acredito que para sermos imortais apenas temos que cumprir o famoso: plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho. Eu já plantei mais do que uma árvore, optei por escrever um blog (agora dois) em vez de um livro, me falta o(a) filho(a), que me imortalizará biologicamente.

Atualmente conseguimos rastrear genes, e perceber que existem famílias dispersas em lugares opostos do mundo que provêem do mesmo ancestral, ancestral esse que viveu séculos e séculos atrás, milhares de anos atrás. Isso não é uma forma de imortalidade? Para mim é.

Ser imortal para mim não é ter o mesmo corpo para sempre, isso na verdade não acontece nem durante o ciclo da nosso corpo. O Universo é feito de renovação. Assim como o seu corpo renova suas células, e o mundo a sua população, o Universo também se renova – umas estrelas se apagam, outras se formam, por exemplo. A Terra também tem “fases”. Já teve era glaciar, já foi quente e árida, teve dinossauros que foram extintos, renovando sua natureza e seus habitantes.

Tudo se renova mas a marca que você deixa no mundo, na historia, com a sua essência, essa te imortaliza.

Se eu morrer, quer dizer que eu não existo? Mas como, se eu estou falando com você agora mesmo nesse post?


A coragem de pedir desculpa

Há uns anos atrás, tive um pequeno problema com uma menina. Ela chegou uns meses antes de mim em Dubai e veio para morar com seu então namorado, hoje marido e pai de seu filho.

Talvez porque na época ela não tinha um inglês fluente, ficou algum tempo sem arrumar emprego, fazia aulas de inglês mas era basicamente isso. Sua vida era focada, e em volta, da de seu namorado. Seus amigos eram amigos dele que viravam dela, etc. O Dubai daquela época não era o Dubai de hoje. As opções de entretenimento eram limitadas, as coisas eram diferentes e com certezas mais difíceis.

Foi ela que me pegou no aeroporto no dia em que eu cheguei, me recebeu com um belo sorriso e com um cartaz que ela mesmo fez. Embora eu seja um papelzinho de embrulhar prego e ela o meu oposto – sempre delicada, voz meiga – eu a achava divertida e era gostoso quando saiamos juntas, achei que seriamos boas amigas. Talvez também pelo fato de eu ter chegado com 23 anos num lugar totalmente desconhecido, achei que teriamos a nossa situação em comum, e nisso um suporte. E na verdade foi assim que começou.

Fazíamos tudo juntas: sempre estávamos nas mesmas festas, nos mesmos jantares, nos mesmos eventos, cinemas, café, bares, pra terem noção, fui eu que ofereci o seu vestido de casamento.

No lado pessoal, eu estava tendo sorte! Arrumei emprego mais ou menos um mês após minha chegada, eu gostava do trabalho, das pessoas, tudo certo.

Um pouco depois do seu casamento, me arrisco a dizer quase no dia seguinte, tudo mudou. Por algum motivo que eu nunca soube explicar, de um dia para o outro ela parou de falar comigo e começou a vetar qualquer coisa em que eu estivesse envolvida.

Com nossos amigos em comum era – ou ela ou eu; me lembro numa festa que nos esbarramos e que quando eu fui cumprimentar levei uma bela virada de cara. O marido dela chegou a ir na minha casa, debaixo do meu teto, falar merda! Sinceramente já nem lembro muito bem das suas palavras, me lembro apenas de estar na sala pensando “Isso só pode ser brincadeira ou um sonho, não pode ser real”. Se fosse hoje provavelmente teria descido pela janela rs.

Quem me conhece um pouquinho fora do blog, deve estar pensando que estaria pouco me lixando pra tudo isso, não ligo pra nada do que ninguém pensa mesmo e normalmente nada dessas coisas me afecta. E em 98% dos casos estariam certos. Nesse não.

É que essa situação especifica, de acordo com a minha condição naquele tempo, também porque era muito nova, não tinha muitos amigos em Dubai e não sabia lidar com essas coisas (nunca tinha acontecido comigo antes), foi extremamente complicada. Me trouxe muitas brigas, muita tensão, muito sofrimento porque tive que me defender de ataques de todo o canto sozinha e sem nem sequer saber o que tinha feito. E isso era o que mais me incomodava – eu não sabia o que tinha feito, sequer se tinha feito alguma coisa! Eu vasculhei o meu cérebro inteiro, tanto! Tentando lembrar se tinha falado algo, feito algo, mexido, olhado, cheirado alguma coisa que não devia, sei lá. E nao achava!

Mas claro que eu sempre serei eu e como tal, passado alguns meses de tensão, liguei o que eu gosto de chamar o “foda-se”. Sacudi, deixei bem claro que não queria saber, não me interessava, não queria nem bem nem mal, ia apenas ignorar e fingir que não existe, como se fosse um vizinho que se vê passar no corredor mas nem fede nem cheira. Eu interiorizei que o que quer que fosse, tinha sido imaturidade, besteira, bobagem, talvez algum ciuminho e botei de lado.

O post é sobre essa pessoa, que passados quase 6 anos me mandou uma mensagem pedindo desculpa. Mas mais importante ainda, que finalmente explicou o que aconteceu e admitiu que não teve nenhum motivo especifico, foi “apenas” o fato de estar afastada de sua casa, sem emprego há meses, morando num lugar isolado, se sentindo desanimada e sem se reconhecer mais, com energia apagada. Quando eu cheguei toda serelepe, cheia de planos e entusiasmada, o seu lado mais humano se manifestou e ela começou a não me suportar e terminou envolvendo outras pessoas, incluindo seu esposo.

Achei que faz sentido. Na verdade até me identifiquei um pouco. Imagino que o que ela estava sentindo foi mais ou menos o que eu senti quando morei em São Paulo e fiquei sem trabalhar por uns meses numa cidade completamente desconhecida e sem amigos. Embora eu não tenha prejudicado ninguém, fez perfeito sentido que ela se sentisse negativa, pra baixo, irreconhecível. E ás vezes podemos machucar os outros quando estamos assim.

Obviamente ela sentiu alguma culpa todos esses anos. Imagino que deve ter pensando durante muito tempo como falar comigo, como explicar, como dizer. Admiro que tenha conseguido faze-lo. Penso que muita gente não teria nem tem coragem, deixaria passar, esperaria desaparecer no tempo. E depois de tanto tempo, já teria desaparecido, pra mim já tinha desaparecido, ela já estava desculpada.

Esse post é para dizer que afinal aquela pessoa que eu tinha conhecido e me recebeu no aeroporto com um sorriso, é a verdadeira essência e que assim como me ensinou uma lição não tão boa antes, me ensinou uma muito mais importante agora – nunca é tarde para pedir desculpa.


O peso de 7 bilhões

images Em Outubro de 2011, a população mundial atingiu os 7 bilhões de pessoas. Hoje, estamos em 7,289,298,792 (numero difícil de ler). Esse número terá aumentado em cerca de 500 quando eu terminar de postar.

A humanidade está crescendo a um ritmo assustador – com cerca de 230 mil nascimentos por dia é 95 mil mortes, o balanço é de cerca de 4 milhões de pessoas a mais em 2015.

Os avanços científicos é tecnológicos, especialmente na medicina, fazem com que cada vez mais os bebês mais fracos, prematuros ao extremo, ou com graves doenças sobrevivam, e que os idosos, muitos já bastante debilitados, com graves doenças ou doenças recorrentes, prolonguem sua vida. Hoje em dia conseguimos reanimar pessoas que passaram 20 minutos dadas como clinicamente mortas. Será que estamos fazendo a coisa certa? A morte é tão natural e necessária como a vida.

O crescimento populacional é observado principalmente nos países em desenvolvimento, como a Índia, a China, a Indonésia é o Brasil. Existem consequências para esse crescimento desenfreado. O nosso planeta é limitado, têm espaço e recursos limitados.

Cada vez mais temos que construir prédios em altura porque não temos mais espaço para viver. Nossas frutas e legumes não são mais plantados em hortas e sim industrializados, entupidos de químicos para garantir que existe produção suficiente para a demanda. E os animais, coitados dos animais! Gado no pasto é um luxo do passado, hoje em dia os coitados são criados em jaulas mínimas, tão justas que nem conseguem colocar as patas no chão e não desenvolvem os músculos das pernas. Nunca tocaram em grama nas suas vidas, são tratados como mesas ou cadeiras, empilhados e entupidos de comida até chegarem no tamanho ideal para abate. Uma vida de pânico, que nos comemos ao jantar.

Agua potável está virando ouro, tem quem diga que valera mais do que ouro em 2050 – as Nações Unidas estimam que cerca de 4 bilhões não terão agua por volta dessa época. O lixo que os humanos produzem é absurdo. Quantidades imensuráveis que como não temos onde colocar (até porque a maioria do lixo moderno não é biodegradável), está sendo despejado em rios, marés, ou colocado em pilhas gigantes a que chamamos de lixão.

Passamos a vida estragando nosso planeta – tudo o que precisamos para viver. A agua; o ar com nossos sprays é carros toda hora, ah, e cortando arvores a ritmo de produção; maltratamos os animais, a vegetação – tudo isso vezes 7 bilhões.

Eu acredito que deveríamos limitar, de uma forma global, o crescimento da população. Obviamente não podemos matar os que já nasceram nem proibir as pessoas de experimentarem a paternidade, que com certeza é maravilhosa. Mas não podemos continuar nesse ritmo frenético de crescimento, simplesmente porque não temos condições para isso. Não existe nenhuma possibilidade de continuar nesse ritmo e assegurar que todos os humanos têm uma vida boa – com comida, agua, casa, educação, etc., é impossível.

Acho que os governos deveriam conscientizar as suas populações e bolar um plano conjunto, com o apoio das mesmas, para que a natalidade fosse limitada a um filho biológico por casal. Casais que engravidassem de gêmeos, claro, não teriam problemas, afinal,  é natural que aconteça em muitos casos. Casais que quisessem educar mais do que uma criança poderiam fazê-lo, adotando um dos muitos órfãos que existem no mundo e que precisam de amor, carinho, educação e de um lar, como qualquer criança.

Isso faria com que conseguíssemos diminuir a população naturalmente para metade – dois pais, um filho. Assim que atingíssemos um nível de mais ou menos metade do atual, 3.5 – 4 bilhões, a lei poderia ser alterada para permitir 2 filhos biológicos, mantendo a população a um nível ideal – dois pais, dois filhos.

O que é que vocês acham, muito extremo? Alguém tem ideias diferentes?

Aqui alguns números interessantes da nossa existência.