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A incrível liberdade de ser chata

Eu sou tão Chata que tem que ser escrito com letra maiúscula porque a letrinha pequena não reflete a realidade. Talvez deva escrever tudo em letra maiúscula – CHATA.

Sou cri-cri com comida – tenho nojo que coloquem a mão na minha comida, não bebo do copo/garrafa/canudo de ninguém, de forma alguma provo comida dos outro no mesmo garfo – colher então nem em sonho!! Não mordo sanduiche de ninguém num canto previamente babado. Tenho, em geral, nojo das pessoas em relação a comida. Mãe, pai, namorado, não importa, na minha comida/bebida ou talheres só eu meto a boca.

Mais chata ainda com coisas humanas – não entendo qual o motivo de literalmente conversar sobre merda com seus amigos, namorado, família, seja quem for? Não seria uma coisa privada? Tá com dor de barriga e o que é que eu tenho a ver com isso? Acha legal que a pessoa na sua frente te imagine se desfazendo em côcô?? Sério??! Visão bonita né? E as outras coisas também – deixe seu catarro e suas outras excreções longe de mim, também não preciso saber nada sobre elas.

A chatice aumenta porque sou desconfiada. Embora seja bastante sociável, não é fácil chegar no meu circulo de amizade e intimidade. Fico logo de pé atrás com as amizades “forçadas”. Sabe aquela pessoa que já começa a frase com “amiga, bla bla bla”. Se você precisa me relembrar que é minha amiga a cada frase, provavelmente não é tão minha amiga assim. Com meus amigos eu não preciso falar docinho nem usar diminutivos, com meus amigos eu falo o que quero sem medir palavras, eu racho a conta sem frescura de quem comeu o que e sei que no dia em que eu tiver lisa alguém vai encher meu copo. Ajudo por instinto e sou ajudada sem ter que pedir nada e sem cobranças. Meus amigos não precisam dizer nem fazer nada, nada mesmo. Com os outros, os conhecidos, sou sociável mas mantenho uma certa distância, a amizade se trata de confiança.

O pior (ou melhor) nisso tudo? Eu absolutamente amo a liberdade de poder ser como sou, de dizer o que eu quero, fazer o que eu quero e de não me incomodar com absolutamente nada do que os outros pensam ou acham.

Quanto mais o tempo passa mais eu gosto de não ter que agradar ninguém, conviver apenas com quem gosto e com quem me faz bem. Quanto mais o tempo passa mais eu tenho certeza que sou do jeito que quero ser, olho em volta e vejo que ser desse jeito me envolveu em amizades verdadeiras e que mesmo com todas as minhas chatices, todo mundo que importa está do meu lado.

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Introdução

Nasci em Recife a 23 de Fevereiro de 1985, um Sábado nas prévias de Carnaval. Morei em Natal durante uns anos e depois fui para Portugal, primeiro Algarve e depois Porto, onde passei toda a minha adolescência.
Como toda brasileira gosto de praia, boa comida, futebol e de vida boa, muita festa e animação, gosto de dançar. Como europeia expandi meus horizontes, aprendi que o mundo é redondo. Aprendi que o respeito é tudo, que respeitando os outros, as diferentes culturas, você pode se integrar em qualquer lugar, falar com qualquer pessoa, ir onde quiser. 

Por força do destino ou de simples coincidência hoje em dia moro em Dubai, no 32º andar de um dos muitos gigantes de ferro erguidos no meio do que costumava ser um deserto.  Uma cidade artificial, erguida às pressas por um visionário que achou que o petróleo não iria suster as arábias para sempre e resolveu investir na megalomania. Aqui, tudo é de mentirinha e tudo tem a intenção de ser o maior do mundo.

Não é um lugar ruim, tenho tudo o que preciso, vivo bem. É apenas um lugar sem alma.

Os estrangeiros que aqui vivem vêm na esperança de ganhar dinheiro, de enriquecer, os árabes aturam os estrangeiros porque não têm qualificação suficiente nem capacidade para se sustentar sem eles. Os turistas se bronzeiam nas praias artificias, os locais vagueiam pela cidade nos seus Ferraris, totalmente desmotivados pela vida fácil demais que levam.

Eu, vivo trabalhando durante a semana e no final de semana tentando achar o que fazer que não inclua ir num shopping ou ficar em casa vendo televisão o dia todo.

A vida nas arábias é boa mas não tão entusiasmante como alguns possam pensar.