Anúncios

Arquivo da tag: Família

Bebês por encomenda – serviço online

A globalização e a Internet estão fazendo com que o milagre de ter um bebê fique cada vez mais fácil.

Um empreendedor Israelita chamado Doron propõe um novo serviço: produção de grávidas. Os seus clientes podem escolher online os dadores de óvulos e esperma. Em seguida vários embriões são produzidos, congelados e embalados antes de serem enviados para a índia onde são implantados nos úteros de barrigas de aluguel, mulheres Indianas de classes baixas. Depois de 9 meses, os clientes podem colectar seus bebês.

A tecnologia transformou fazer e ter um filho num ato independente de sexo, e a globalização está transformando isso num processo barato e fácil: tudo o que você precisa é um cartão de crédito e Internet.

Mas e as implicações éticas e morais desse “negócio”?

Por um lado, os casais do mesmo sexo que querem adoptar e os casais que depois de anos tentando ter filhos sem sucesso vêem isso como a única esperança possível e estão dispostos a tudo para realizarem o sonho de serem pais.

Do outro lado as mulheres que fazem de injectar hormônios para aumentar a ovulação e vender seus ovos um hábito e as que emprestam seus ventres sem nenhum direito legal sobre as crianças que carregam, tudo por dinheiro.

A dona da clínica na índia, diz que não vê nenhum mal numa mulher ajudando a outra a ter um filho. Afirma que as barrigas de aluguel chegam a ganhar o equivalente a 10 anos de salário, e que portanto este negócio representa uma melhoria de vida enorme para elas. Cada mulher é implantada com 5 embriões e pode ser implantada no máximo 3 vezes. A médica também exige que elas já tenham filhos biológicos para facilitar o processo.

Para quem quiser saber mais, aqui um documentário da HBO  sobre o assunto e também um pequeno trecho no Youtube, ambos em Inglês.

O que é que vocês acham disso?

Anúncios

Divorciada aos 10 anos

Nujood Ali nasceu em Khardji, uma pequena povoação no Iémen. Hoje com cerca de 12 anos, Nujood já tem um estado civil capaz de assustar muitas mulheres (e homens) adultos – ela é divorciada.

Shoya, sua mãe, se casou aos 16 anos com Ali Mohammad al-Ahdel. Com 3 anos Nujood viu a irmã Mona – de na época 13 anos – sendo entregue para casamento. Embora muito nova, ela se lembra da agitação e das disputas que envolveram o acontecimento. O que não teve como prever foi que o seu destino seria parecido.

Seu pai estava desempregado, não conseguia encontrar um emprego a tempo inteiro e as despesas da casa se acumulavam. Todos os irmãos trabalhavam como vendedores de lenços de papel, indo de casa em casa mas nada parecia funcionar. Ali passava cada vez mais tempo desesperado e se refugiava nos botecos onde passava horas mascando tabaco. Foi num desses lugares que um homem com cerca de 30 anos se aproximou dele e sugeriu que unissem as famílias. O seu nome era Faez Ali Thamere trabalhava como moço de entregas. Todas as irmãs (um pouco) mais velhas de Nujood já estavam casadas, só sobrava ela. E assim recebeu a “boa” notícia: “Nujood, você vai casar!”.

A família de Faez decidiu que a menina tinha que abandonar a escola e o dote por ela foi fixado em 150000 riais (cerca de 540 euros). O casamento foi organizado com pressa – o vestido da noiva foi uma túnica cor de chocolate que tinha pertencido à sua cunhada e sua mãe instruiu: “A partir de hoje, vai ter que se cobrir quando sair de casa. Agora é uma mulher casada. É a honra dele que está em causa!” – Nujood ainda não tinha conhecido o marido mas já tinha aberto mão de muita coisa por ele.

Na manhã seguinte ele foi pegá-la em casa e ela o achou feio. Ele a leva para uma aldeia no interior onde mora com sua mãe e os irmãos. Jantam, e enquanto o marido fica mascando tabaco, ela decide ir dormir. Nessa noite – e apesar dele ter prometido ao pai de Nujood que não iria tocar nela até que fosse mais velha – Faez se deitou na cama e começou a se esfregar. A menina tentou fugir, ameaçou contar a seu pai, chamou pela sogra, chorou e esperneou mas ele respondeu: “És minha mulher agora. Fazes o que eu quero!”.

As palavras de Nujood descrevem o que aconteceu depois: “De repente, foi como se eu tivesse sido apanhada por um furacão, atirada ao ar, atingida por um raio e não tivesse mais forças para reagir. Um ardor invadiu a parte mais profunda de mim. Por mais que gritasse, ninguém veio em meu auxílio. Doeu horrivelmente. Gritei mais uma vez, creio, e depois perdi os sentidos.”.

Sem escolha, rapidamente teve que se adaptar a uma nova vida. O marido não a deixava sair de casa, não se podia queixar nem dizer “não”. Durante o dia tinha que obedecer à sogra e limpava a casa, de noite tinha que satisfazer Faez mesmo contra sua vontade. No terceiro dia ele começou a bater-lhe. Primeiro com a mão, depois com um pau.

Nujood caiu em desespero e talvez com pena ou pensando que podia melhorar as coisas, seu marido finalmente aceitou que fossem visitar a família dela. Suas esperanças de nunca mais regressar imediatamente cresceram. Ela se queixou para seu pai, que negou recebê-la de volta e lhe disse que estava fora de questão ela deixar o marido. Shoya não reagiu melhor “É assim a vida, Nujood: as mulheres têm que passar por estas coisas.”.

Sem sucesso em casa, a menina foi visitar Dowla, a segunda mulher de seu pai, que vivia com cinco crianças num minúsculo apartamento do outro lado da rua. Sensibilizada, esta lhe aconselhou a ir diretamente no tribunal e lhe deu 200 riais para ajudar a pagar o transporte. No dia seguinte, a mãe de Nujood pede que ela vá comprar pão. Ela faz um desvio de rota e se dirige para o tribunal.

Chegou nervosa e atrapalhada, pediu para falar com o juiz. Esperou sentada numa cadeira e quando foi atendida disse determinada: “Eu quero o divórcio.”. Todos ficaram espantados com sua história e se prontificaram a ajudar. Como muitas outras pessoas na região, ela não tinha Certidão de Nascimento nem nenhum documento e como seu pai e o marido assinaram um contrato que de acordo com as leis locais era válido, a alertaram que provavelmente ia ser um caso demorado.

Temendo por sua segurança a menina foi acolhida por um dos funcionários do tribunal para que não tivesse que voltar para casa. Shada, uma advogada dedicada à defesa de mulheres aceitou representá-la e finalmente o grande dia chegou mais cedo do que o esperado – o dia da audiência. Faez negou todas as acusações mas em 2008 com apenas 10 anos de idade Nujood consegue o divórcio.

Em uma entrevista posterior ela declara: “O divórcio mudou a minha vida. Quando vou na rua, às vezes as mulheres me chamam e me dão os parabéns. Há pouco tempo, deixei a casa do meu tio e regressei a casa dos meus pais. Parece que não aconteceu nada.”

Nujood voltou para a escola e quando crescer quer ser advogada tal como Shada, para defender outras meninas como ela.

Em Abril de 2009, o Parlamento Iemenita aprovou uma lei que aumenta a idade de consentimento para os 17 anos, mas a lei foi revogada no dia seguinte por pressão dos partidos conservadores. A alteração da idade legal de consentimento está ainda em discussão.


Bizarro: Síndrome da Atração Sexual Genética

Avó e seu netinho do coração

Com certeza já leram por aí a bizarra e curiosa história de Pearl Carter – 72 anos, e Phil Baile – 26 anos, que causaram polêmica nos EUA (e não só) quando resolveram assumir uma relação amorosa e o desejo de terem um filho sendo que, são avó e neto.  

Ela diz ter se apiaxonado pelo neto desde que o conheceu – quando tinha 46 anos. A mãe do rapaz foi deixada para adoção quando Pearl tinha apenas 18 anos. Já idosa, ela soube da morte da filha e foi atrás do neto, com quem começou essa estranha relação. 

Aparentemente, o que eles estão sentindo tem um nome e mais casos reportados: Síndrome da Atração Sexual Genética – é o nome que dão ao desejo sexual que é sentido entre parentes próximos, como pais e filhos ou entre irmãos por exemplo.

Alguns factores contribuem para a síndrome como o facto de que rostos familiares e parecidos com os nossos nos parecem mais atraentes e confiáveis e, ter o mesmo tipo de interesses e personalidades também ajuda a captar nossa atenção. Na teoria – embora não comprovado e debatível – se a personalidade é transmitida geneticamente, é natural que parentes próximos sejam mais parecidos.

É uma das possíveis consequências da adopção quando os adoptados voltam a encontrar parentes biológicos (quer saibam ou não que são seus parentes) e, embora seja raro, não é tão raro assim: cerca de metade das famílias que se reencontra tem relato de um caso desses!  

Quando a relação sexual é concretizada, então passa a ser incesto e é, em alguns países, punível por lei. Acontece que nem todos os casos chegam a isso, na maioria das vezes não passa de digamos, uma forte atração provocada por um sentimento obsessivo.

Se torna mais díficil acontecer quando o reencontro é ainda durante a infância da criança, já que a maioria dos irmãos ficam então protegidos pelo efeito de Westermarck – basicamente os adultos evitam escolher como parceiros sexuais indivíduos com os quais eles viveram suas infâncias.

Mais casos polêmicos:

Continue lendo


Conselhos para a vida

Inspirada por uma matéria que vi na Globo, decidi pedir a algumas pessoas – entre família e amigos – para me darem um conselho.

As regras foram simples: podia ser um mote, um provérbio, uma passagem de um livro, alguma coisa que consideram importante seguir para viver bem desde que seja alguma coisa que eles próprios seguem nas suas vidas.

Aqui vão os resultados (na ordem em que foram recebidos):

Amar muito e não esquecer que todos têm direito ao perdão. Não guardar ressentimentos dentro do coração – Carminha Cavalcanti

A vida ensina, o tempo traz o tom – Cibele Guimarães

Perdoar sempre, tentar ser feliz, amar muito e dizer às pessoas que as ama – Cristina Cavalcanti

“Quem decaiu e foi capaz de se reerguer é mais notável do que alguém que chegou aonde se encontra sem sofrer nenhuma queda. O valor da pessoa não está em nunca sofrer queda, mas em conseguir se reerguer após a queda, aprender com a experiência e se aprimorar mais. Na verdade, sofrer eventuais quedas faz parte do progresso.” (Masaharu Taniguchi) – Sophie Mendez

É preciso saber viver – Sandra Rizuto

A vida é como um rio, podem colocar barragens, mas se não o libertarem ele contorna ou rebenta os obstáculos e segue o seu percurso. Por mais obstáculos que nos sejam colocados só podemos adquirir força suficiente para os ultrapassarmos. E nunca esquecer que tudo o que vem à rede é peixe, mas nem todo o peixe se come – Rui Moreira

A felicidade depende apenas e unicamente de cada um, devemos respeitar todos, incluindo animais e natureza e não julgar as pessoas por actos que não entendemos, a verdade é única para cada um, e a tua verdade pode não ser a minha – Patrícia Mendez

A glória não vem do fato de nunca cair mas sim de se levantar e tentar novamente – Arthur Cavalcanti

Viver cada minuto pois nao sabemos quanto tempo ainda teremos e durante este tempo que estamos ainda: respeitar, amar, ser generoso – Armisa Montenegro

A minha teimosia é que faz minha alegria , que seria da minha vida sem minha teimosia – Flávio Cavalanti

Amor é como uma planta, que precisa ser sempre cultivada com carinho e cuidado para crescer forte e bonita. Cultive seu jardim para encontrar as flores – Paula Guida

“…Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.” (L. F. Veríssimo) – Júlio Rizuto

Você é o único responsável pela sua vida. Ela pode ser incrível, só depende de você – Júlia Serejo

É melhor ser feliz do que triste – Rafael Rizuto

No meu fim está o meu começo – Andreia Maia

Desde já muito obrigado a todos que participaram, fiquei conhecendo um pouquinho mais de vocês e com certeza vou levar alguns desses conselhos comigo.

O meu conselho para qualquer pessoa: Tem coisas que só o tempo resolve e ensina. Perdoe, respeite, seja verdadeiro, dê o que você pode e sabe dar. Mesmo que não seja o suficiente, você poderá sempre dizer que fez a sua parte.

Adoraria receber mais conselhos, sintam-se livres para os deixar nos comentários.