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Arquivo da tag: Humanidade

Vídeo maravilhoso sobre educação e criatividade

Tem legenda em português, basta ativar no CC.

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A evolução da comida

Falar da evolução da comida é falar da evolução da raça humana.

Acredita-se que os primeiros homens ingeriam comidas cruas – vegetais, cereais, pequenos animais que caçavam, etc.  Aprender a controlar o fogo e começar a ingerir alimentos cozinhados foi decisivo na história humana. 

Alguns pesquisadores consideram que cozinhar é relativamente recente – 500,000 anos – alguns outros, como Richard Wrangham, acreditam que o masterchef começou bem antes – cerca de 1.8 milhões de anos atrás, época que coincide com o aumento do tamanho do cérebro humano e a diminuição da sua dentição.

Qualquer animal está condicionado ao seu “orçamento de energia”, ou seja, à energia necessária para o funcionamento dos órgãos e do seu corpo. A comida cozinhada costuma ser mais mole (se não for eu fazendo o jantar), então seres com dentes menores, mandíbulas mais fracas e intestinos mais curtos, podem ingerir alimentos que anteriormente seriam difíceis de comer e digerir – como batatas e outros tubérculos. A digestão também ocorre com um menor gasto de energia quando os alimentos estão cozidos então, usa menos energia do nosso corpo e permite que a energia que poupamos seja usada por outros órgãos.

Adivinha que órgão do seu corpo precisa de muita energia? Esse mesmo que você colocou agora para funcionar – o seu cérebro.

Um corpo em repouso gasta cerca de um quinto da sua energia com o cérebro, mesmo que não esteja pensando em nada útil ou em nada, se isso for possível. 

O nosso cérebro é metabolicamente caro, mais caro do que qualquer outro órgão do nosso corpo, e acredita-se que foi o ingerir de comida cozinhada que tornou possível retirar a energia extra necessária para fazer o cérebro humano se desenvolver, ficar maior e mais inteligente (em alguns casos). Alguns pesquisadores acreditam que até as primeiras sociedades se formaram por causa da comida – com a necessidade de caçar animais maiores os humanos começaram a se unir e a se organizar.

Algumas datas curiosas sobre nossa evolução culinária, relacionados às nossas práticas de caça, pesca e cultivo. Todos os pontos abaixo têm datas estimadas, que se saiba ninguém sobreviveu até hoje para dar o dia certo dos acontecimentos:

  • 42,000 AC – As primeiras evidências de pesca no mar profundo, de peixes tipo atum;
  • 13,000 AC – Aprendemos a domesticar ovelhas, mil anos depois disso as cabras e 500 anos depois das cabras, as vacas;
  • 9,500 AC – Pensa-se que a agricultura começou nessa altura, a mesma época em que se estima que os gatos foram domesticados;
  • 5,400 AC – vinho na Pérsia;
  • 4,000 AC – laranjas na China;
  • Até 2 DC – Império Romano – vísceras de peixe eram o petisco mais valioso, mais caro do que ouro;
  • De 5 a 11 DC Idade Média – Muitas guerras, muita carne, ser gordo é legal;
  • A comida Italiana fica forte a partir do século 15;
  • Século 17, com Luís XIV – começa a loucura da comida e hábitos de mesa Francesa;
  • Século 19 – se inventa o hamburger e a Coca-Cola nos Estados Unidos, tendo resultado lá por volta de 1950 nessa moda de fastfood que dura até hoje.  

A conservação de alimentos em recipientes hermeticamente fechados, a pasteurização e a refrigeração aumentaram a vida útil dos alimentos, acabaram com a escassez e permitiram, entre outras coisas, o surgimento de grandes cidades. É possível dizer que a proliferação da nossa espécie nesse planeta se deve ao fato de termos dominado técnicas de produção e distribuição de alimentos.

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Deu fome?

Vamos pensar no presente. Temos restaurantes de todos os tipos disponíveis, comemos animais, plantas, vegetais, frutas, tubérculos, peixe. Comemos comida crua, como o tal do Sushi, e cozinhada. Bebemos álcool, refrigerante, sucos, água. Temos acesso a uma variedade enorme de comida e bebida e ainda produzimos corantes, transgênicos, etc, que não são naturais. Ou seja, consumimos tudo, natural ou não, seja de que origem for. 

E estamos consumindo bem mais do que devíamos. Estamos ficando sem recursos naturais, comendo cada vez mais alimentos industrializados, o que claro, nos traz consequências enormes a nível de saúde. Existem inúmeras doenças associadas à falta de qualidade da alimentação e à obesidade, como canceres, hipertensão, diabetes, etc., pode ver algumas aqui.

A culpa não é do que a Terra nos dá, é da nossa proliferação descontrolada e do que optamos fazer com os alimentos a que temos acesso, a culpa é dessa nossa cultura de exagero no prato e de comida para se engolir em vez de se mastigar.  O hábito de sentar na mesa com a família e aproveitar uma refeição caseira tranquilamente está desaparecendo, virando coisa do passado. 

Isso tudo me leva a pensar, como será o futuro da comida, e o nosso também? O comer é evolucionário e social, acompanha o ritmo da nossa sociedade e da nossa evolução.

Eu acredito que, à medida que vamos fazendo mais estudos, tendo mais conhecimento e também, que os recursos naturais vão inevitavelmente acabando, que o espaço para agricultura e gado vai estar ocupado com humanos, a população vai progredir para o veganismo. Vai demorar um tempão claro, mas eu acho que é uma evolução natural e previsível.

A obtenção de carne é muito demorada, poluente, ocupa muito espaço e ainda tem consequências nefastas para saúde. A proteína é facilmente compensada por vegetais então acredito que a carne vai ser a primeira coisa “grande” que vai sair dos nossos cardápios no futuro. As carnes vão ser substituídas por alimentos apenas vegetais.

Depois, com o avanço da pesquisa, da tecnologia e da medicina, os  humanos não vão sequer comer. Eu acho que beeeem lá no futuro, vamos beber uns shakes ou tomar uns comprimidos criados em laboratório, que vão nos saciar, deixar super bem nutridos sem risco de sobrepeso, doenças etc.

Nossos intestinos vão diminuir ainda mais, e a energia que usávamos antes pra digestão vai ser quase totalmente redirecionada para os nossos cérebros, aumento-os em tamanho e em desempenho.

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Oia nós no futuro

Acho que vamos ficar magrinhos e cabeçudos, um pouco como os desenhos de extraterrestres  de hoje em dia não é?

Comer me parece um ato retrógrada. Fazemos muito esforço para colocar comida na mesa e depois para digerir essa mesma comida. Penso que com a nossa evolução, o futuro vai trazer mais eficiência no processo de alimentação, com menos desperdício de tempo e de energia e mais poupança calórica.

Eu não consigo imaginar quantas centenas de milhares de anos vai levar para isso acontecer, mas imagino claramente acontecendo. Será que vai ser mais rápido do que foi para chegarmos até aqui? 

Hoje em dia já vemos um aumento enorme de adeptos ao vegetarianismo, veganismo e no geral até quem come carne consome em menor quantidade.  Tudo evolui tão mais rápido agora, quem sabe. 

É claro que enquanto o futuro não chega, a gente aproveita aquela bela Lasagna e um copo de vinho tinto pro jantar.


Falsas Memórias

Image result for brainVocê confia na sua memória? Já tentou verificar suas histórias por meio de outras pessoas, fotos ou outras fontes de informação?

Memórias parecem fortes, sólidas. Nossas lembranças nos parecem verdades. Estávamos lá, vimos com nossos olhos, escutamos com nossos ouvidos, sentimos na nossa pele. No entanto e na verdade, memórias são complexas, maleáveis e extremamente falíveis.

O nosso cérebro é muito complexo e capaz de armazenar algo como 2.5 petabytes de informação, porém é maleável, adaptativo e susceptível, influenciável. Perfeito para nossa evolução. Memórias não são eventos completos guardados num único local do cérebro e sim fragmentos de informação espalhados em diferentes regiões cerebrais.

Elas podem derivar de experiências pessoais ou de eventos externos, como coisas que você leu ou escutou, e têm propriedades reconstrutivas. Ao serem lembradas e relembradas várias vezes, podem sofrer alterações e serem armazenadas como experiências próprias, se transformando em memórias falsas.

Vale notar que memórias falsas não são mentiras. A pessoa tem “certeza” que vivenciou porque é o que está gravado em suas memórias, portanto, são verdades assumidas para quem as conta.

“A falsa memória é uma experiência mental que é erroneamente considerada como sendo uma representação verídica de um evento de seu passado pessoal. As memórias podem ser falsas de forma relativamente pequena (por exemplo, acreditar que viu as chaves na cozinha quando estavam na sala) e de maneiras que têm profundas implicações para si mesmo e outros (por exemplo, acreditar equivocadamente que é o criador de uma ideia ou que foi abusado sexualmente quando criança). ”
(Johnson, MK, 2001)

Isso acontece com quase todo mundo. Eu acredito que suas memórias, principalmente as de infância, não são exatamente o que aconteceu. Eu não gosto de banana, nem sequer tolero o cheiro. Um fato curioso é que minha mãe, tal como eu, não suporta banana. Eu tinha a memória de a um certo ponto quando criança, ter me entalado comendo uma banana e achava que era por isso que não gostava.

Ao verificar esta informação com meus familiares, descobri que na verdade foi minha mãe que se engasgou com uma banana quando criança. Acontece que quando eu era pequena, eu comia muita banana e minha mãe, que não suporta o, sempre pedia para eu me afastar enquanto estivesse comendo. Como resultado, ao lembrar e relembrar, meu cérebro memorizou que banana é horrível e se apropriou de uma memória que não é minha como justificação.

Nesse caso a memória falsa não afeta ninguém mas existem casos bem graves, como o caso de Nadean Cool, que em 1986 procurou ajuda de um psicólogo para lidar com um episódio traumático experienciado por sua filha e acabou tendo “memórias” de ser abusada quando criança, forçada a participar em rituais satânicos, ter sexo com animais, comer bebês e assistir ao assassinato de uma criança de 8 anos.

Como isso aconteceu? Como é possível? O seu psicólogo, ao aplicar terapias de hipnose nas suas sessões com Nadean, fazia sugestões que se transformaram em “memórias”. Episódios que ela foi lembrando achando que eram eventos reais que ela havia reprimido.

Em 1992 um pároco ajudou Beth Rutherford a se lembrar que o seu pai, também um homem de fé, a tinha molestado entre os 7 e os 14 anos e que a sua mãe às vezes até o ajudava, segurando-a. Através de sugestões externas, Beth passou a acreditar ter engravidado e abortado 2 vezes devido aos abusos. Quando a informação virou pública e seu pai foi acusado, ele teve que se demitir. No decorrer das investigações, exames médicos concluíram que Rutherford ainda era virgem e nunca tinha engravidado.

O perigo é óbvio – pessoas podem ser presas, condenadas, difamadas publicamente e até pior, devido a memórias de eventos que nunca aconteceram. E não é tão difícil assim plantar falsas lembranças, especialmente em crianças.

A nossa memória tem um pouco de ficção. Desde que não vire um filme de terror, não tem nada de errado nem de anormal nisso.

Tente verificar algumas de suas lembranças e veja por você mesmo como às vezes elas são bem diferentes do que aconteceu na realidade.

Site sobre o Síndrome de Falsa Memória: http://www.fmsfonline.org/

Um artigo científico da Dra. Elisabeth F. Loftus, da Universidade de Washington, onde descreve alguns testes que fez:  https://faculty.washington.edu/eloftus/Articles/sciam.htm 

 


Dicas de profissionalismo e eficiência

Profissionalismo, para mim, significa saber aplicar bom senso no seu trabalho, nas relações com seus empregadores, funcionários e colegas, respeitando e fazendo o melhor que você sabe e pode fazer, para atingir os objetivos comuns do grupo.

Se quer ser mais profissional e eficiente, aqui ficam algumas dicas:

Seja pontual. Chegar 5 minutos antes da hora marcada é o ideal. Se chegar no local 30 minutos antes, aproveite para rever alguma coisa importante. Atrasado(a), nunca! Você deve se programar direito e evitar colocar pressão nos outros para lhe receber mais cedo ou atrasá-los para seus próximos compromissos. É falta de respeito.

Veja a cena completa. Tente entender o objetivo geral das suas funções e responsabilidades. Se colocar sua visão no objetivo final, então tudo o você fizer, da mais pequena das ações, estará alinhado com esse objetivo e você será muito mais eficiente.

Seja Proativo. Se você conseguir ver a cena completa como dito acima, não lhe faltarão idéias para melhorar processos, criar novos produtos e tornar seu trabalho ou o trabalho do seu time melhor, mais fácil e mais eficiente. Sugira melhoramentos, faça mudanças, teste, aplique, não fique parado!

Apresente soluções. Não leve problemas sem antes pensar em ou pesquisar soluções. Você é pago pela sua capacidade e experiência, para que ajude a resolver problemas e não para que os crie. Existem decisões que você não pode tomar, mas antes de levar um problema a alguém, pense nas possíveis soluções e as apresente junto com o problema. Se é algo óbvio ou para o qual você não precisa de autorização (tipo chamar os bombeiros em caso de fogo), então primeiro acione a solução e depois informe seus superiores, eles lhe darão idéias ou instruções adicionais, mas pelo menos você já começou a resolver o problema.

Tenha postura. Nunca se esqueça que seus colegas podem ser seus amigos mas são seus colegas. Quanta gente vai para aquela festa de final do ano da empresa e se entope de cachaça até sair bamboleand0 no chão? Aproveita que é de graça, né? Não se esqueça que estão na farra hoje mas amanhã não deixam de ser seus colegas, chefes, etc. Não danifique sua imagem profissional por prazeres momentâneos, tenha postura, saiba se comportar e manter a linha.

Seja adaptável. Tem um gerente novo, mudou de escritório, está sendo transferido, tem uma nova posição dentro da empresa, chegou um coleguinha estrangeiro com uma cultura completamente diferente. Sempre tem alguma coisa mudando no mundo, porque o mundo gira. Seja maleável, saiba procurar afinidades em vez de se focar em disparidades. Aprenda a lidar com as pessoas e situações mesmo que sejam novidades para você, seja fluente. O mundo está cada mais globalizado e em movimento, quem fica parado fica para trás. Aprenda e evolua, dentro e fora do trabalho.

Observe e aprenda. Estudar não significa só engolir livros ou ir para a universidade, fazer curso. Estudar significa se inteirar do que está à sua volta e ter curiosidade de saber mais, de pesquisar, de procurar entender melhor e aprender coisas novas. Abra sua cabeça, se mantenha ciente do seu ambiente, do seu mundo. Leia as notícias, livros, vá no Google, observe as pessoas a sua volta, aprenda com as experiências dos outros e mantenha uma curiosidade saudável sobre as coisas. Seja uma pessoa interessante, com quem os outros gostam de conversar porque você tem conteúdo e se transforme numa referência para aqueles que procuram orientação.

Seja honesto e confiável. Seja transparente, sem rodeios. Não seja egoísta, não procure só o melhor para você mesmo, pense no coletivo. Quando lhe fizerem uma pergunta, seja sincero na resposta – não precisa ser rude mas seja sempre sincero. Isso fará com que as pessoas se dirijam a você para uma opinião honesta, e em posições mais altas de qualquer empresa, se você não tiver a confiança de todos, você não chega. Seja uma pessoa de confiança.


Dica de Blog: Sapatilha sobre Rodas

CaptureDurante minha perambulações pelo wordpress, me deparei com um blog inspirador que faço questão de compartilhar com vocês.

“Sapatilha sobre Rodas” é um blog escrito sobre e por mulheres que têm algo em comum: são lindas, fortes e inspiradoras. Vá lá no blog delas e veja se eu não tenho razão.

Antes de ir, mentalize: nós somos seres limitados fisicamente – sua memória tem limites, sua voz tem limites, você cresce até um limite, sua pele é a fronteira do seu corpo. Todos temos restrições físicas, mesmo quando somos “saudáveis”, o corpo humano é limitado e frágil. As únicas limitações que não temos (embora a maioria das pessoas insista criar), são limitações mentais – o nosso pensamento, a imaginação humana e a força de vontade.