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Arquivo da tag: Humanidade

O peso de 7 bilhões

images Em Outubro de 2011, a população mundial atingiu os 7 bilhões de pessoas. Hoje, estamos em 7,289,298,792 (numero difícil de ler). Esse número terá aumentado em cerca de 500 quando eu terminar de postar.

A humanidade está crescendo a um ritmo assustador – com cerca de 230 mil nascimentos por dia é 95 mil mortes, o balanço é de cerca de 4 milhões de pessoas a mais em 2015.

Os avanços científicos é tecnológicos, especialmente na medicina, fazem com que cada vez mais os bebês mais fracos, prematuros ao extremo, ou com graves doenças sobrevivam, e que os idosos, muitos já bastante debilitados, com graves doenças ou doenças recorrentes, prolonguem sua vida. Hoje em dia conseguimos reanimar pessoas que passaram 20 minutos dadas como clinicamente mortas. Será que estamos fazendo a coisa certa? A morte é tão natural e necessária como a vida.

O crescimento populacional é observado principalmente nos países em desenvolvimento, como a Índia, a China, a Indonésia é o Brasil. Existem consequências para esse crescimento desenfreado. O nosso planeta é limitado, têm espaço e recursos limitados.

Cada vez mais temos que construir prédios em altura porque não temos mais espaço para viver. Nossas frutas e legumes não são mais plantados em hortas e sim industrializados, entupidos de químicos para garantir que existe produção suficiente para a demanda. E os animais, coitados dos animais! Gado no pasto é um luxo do passado, hoje em dia os coitados são criados em jaulas mínimas, tão justas que nem conseguem colocar as patas no chão e não desenvolvem os músculos das pernas. Nunca tocaram em grama nas suas vidas, são tratados como mesas ou cadeiras, empilhados e entupidos de comida até chegarem no tamanho ideal para abate. Uma vida de pânico, que nos comemos ao jantar.

Agua potável está virando ouro, tem quem diga que valera mais do que ouro em 2050 – as Nações Unidas estimam que cerca de 4 bilhões não terão agua por volta dessa época. O lixo que os humanos produzem é absurdo. Quantidades imensuráveis que como não temos onde colocar (até porque a maioria do lixo moderno não é biodegradável), está sendo despejado em rios, marés, ou colocado em pilhas gigantes a que chamamos de lixão.

Passamos a vida estragando nosso planeta – tudo o que precisamos para viver. A agua; o ar com nossos sprays é carros toda hora, ah, e cortando arvores a ritmo de produção; maltratamos os animais, a vegetação – tudo isso vezes 7 bilhões.

Eu acredito que deveríamos limitar, de uma forma global, o crescimento da população. Obviamente não podemos matar os que já nasceram nem proibir as pessoas de experimentarem a paternidade, que com certeza é maravilhosa. Mas não podemos continuar nesse ritmo frenético de crescimento, simplesmente porque não temos condições para isso. Não existe nenhuma possibilidade de continuar nesse ritmo e assegurar que todos os humanos têm uma vida boa – com comida, agua, casa, educação, etc., é impossível.

Acho que os governos deveriam conscientizar as suas populações e bolar um plano conjunto, com o apoio das mesmas, para que a natalidade fosse limitada a um filho biológico por casal. Casais que engravidassem de gêmeos, claro, não teriam problemas, afinal,  é natural que aconteça em muitos casos. Casais que quisessem educar mais do que uma criança poderiam fazê-lo, adotando um dos muitos órfãos que existem no mundo e que precisam de amor, carinho, educação e de um lar, como qualquer criança.

Isso faria com que conseguíssemos diminuir a população naturalmente para metade – dois pais, um filho. Assim que atingíssemos um nível de mais ou menos metade do atual, 3.5 – 4 bilhões, a lei poderia ser alterada para permitir 2 filhos biológicos, mantendo a população a um nível ideal – dois pais, dois filhos.

O que é que vocês acham, muito extremo? Alguém tem ideias diferentes?

Aqui alguns números interessantes da nossa existência.

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Impressão 3D – invenção revolucionária

Em 1983, Charles “Chuck” Hull teve uma idéia enquanto usava luz UV para endurecer as camadas de verniz que aplicava numa mesa. Ele pensou em fabricar materiais sólidos “imprimindo” sucessivamente camadas finas dos mesmos e os endurecendo com UV de forma a moldar e criar formas. Patenteou o termo como stereolitografia.

Devido aos enormes custos e à falta de tecnologia na época e, apesar de já existir há mais de 30 anos, apenas agora a revolução da impressão 3D está acessível ao público. E é realmente uma revolução fantástica!  

O apresentador do programa de televisão americano The Tonight Show, Jay Leno é fã de carros antigos. Mas as peças antigas são raras, quando não inexistentes. O problema foi resolvido quando Leno resolveu imprimir partes de seu Stanley Steamer 1909. Reconstruiu o carro com uma impressora 3D!

Em 2011, os vestidos 3D da holandesa Iris van Herpen figuraram entre as 50 melhores invenções da revista americana Time. Em vez de prancheta e tesoura, ela usou computador e impressora para criar roupas, sapatos e acessórios. Outra iniciativa vem do estúdio de moda americano Continuum Fashion que vende peças como o biquíni N12, feito de náilon e sem um único ponto de costura – característica da nova moda 3D, já que a tecnologia permite a impressão por inteiro da peça. A linha de sapatos Strvct, da mesma loja, é impressa em borracha texturizada e revestimento de couro.

E na ciência? A 7 de Fevereiro de 2012 cirurgiões implantaram uma mandíbula “impressa” de titânio numa paciente de 83 anos que sofria de osteomielite – inflamação óssea. De acordo com a equipe médica responsável pela operação, a produção do maxilar levou apenas “algumas horas” e a peça final ficou com 107 g de peso, “pouco mais que um maxilar normal”, com o custo de US$ 20 mil (aproximadamente R$ 34,4 mil). Como foi feita sob medida, a operação foi relativamente simples e no dia seguinte a paciente já conseguia ingerir líquidos e falar.

Em 2013 já estavam implantando 75% do crânio de um homem que foi reconstruído por uma impressora 3D, nos Estados Unidos. O crâno é composto de um polímero orgânico chamado PEKK, projetado especialmente para facilitar a regeneração óssea através de crescimento celular. O uso de uma impressora 3D permitiu que o processo inteiro fosse realizado em apenas duas semanas.

A chamada “bioimpressão” está revolucionando o mercado médico e ajudando muitas pessoas com ossos e orgãos danificados a terem esperança de recuperar quase totalmente a sua imagem ou terem orgãos disponíveis sem passarem por uma lista de espera enorme. A impressão de vasos sanguíneos e células ainda não é possível porém já existem várias equipes de cientistas formadas, que se dedicam a encontrar compostos orgânicos e forma de o fazer. Com o entusiasmo geral e os desenvolvimentos absurdamente rápidos, tenho certeza que em pouco tempo essa será uma possibilidade real.

No momento, tem gente tentando imprimir até comida com essa tecnologia!

A impressão 3D está começando a se popularizar, e a previsão comum é de que ela transformará a produção, estimulando uma revolução do consumo que irá colocar uma impressora em cada casa.

Já imaginou – ter uma dessas na sua casa? Quebrou um prato? Basta imprimir um novo! O que será o jantar hoje? Bife à milanesa com arroz e molho de tomate impressos? E as pessoas mais velhas, terão já substituído fígado, rins, coração por uma versão 3D? Será que tem algo que não possamos imprimir?

 


Olhar próprio

Não tem nada mais difícil do que olharmos para nós mesmos. Mas não nos olharmos no espelho, falo de olharmos nosso comportamento, avaliarmos a nossa personalidade e o nosso carácter. Como é difícil ser imperfeita!! Mais difícil ainda é tentar atingir uma perfeição que é inatingível.

Apesar de ser um exercício doloroso, deveria ser um processo constante na vida de todos. Ninguém se conhece tão bem como você mesmo, se estiver disposto a se analisar.

O processo de melhoramento é constante, pois constante é o nosso crescimento e desenvolvimento. A nossa experiência de vida aumenta a cada segundo e sempre aprendemos algo novo. Tudo o que vem do mundo externo, mexe com o nosso Universo Interno. Temos acções e reacções de acordo com o que acontece nas nossas vidas e até a nossa personalidade se molda ao que vivemos.

Com base na nossa personalidade inata misturada com nossa genética fascinante e essas tais experiências, vamos nos tornando aquilo que somos. É importante sabermos o que somos, sermos sinceros com nós mesmos. Não interessa o que os outros pensam ou falam, não interessam as consequências. Se conheça, se assuma. Se você sabe que é competente, interiorize isso. Se sabe que é mau carácter, esteja consciente disso e decida se quer ou não mudar. Mas seja você mesmo e não se engane.

Somos o que somos. E se algum dia quiser mudar o que você é, tem que saber o que é primeiro.

E saiba que nunca vamos acertar todas as nossas escolhas, os resultados nem sempre serão positivos. Muitas vezes as coisas dão errado. O bom é continuar experimentando. Afinal, da mesma forma que nem sempre dá certo, nem sempre dá errado 😉


Paz no Mundo, será possível?

Vi há algumas semanas um artigo na BBC com este mesmo título que me intrigou. Decidi procurá-lo novamente para postar sobre este assunto, explicarei porquê.

Atualmente moro em Recife que tem um dos maiores (senão o maior) Carnavais de rua do mundo. Estive em Olinda, no Recife Antigo, em Boa Viagem, em Candeias, em prévias, saídas de blocos, shows e estou agradavelmente surpresa com uma coisa… a tranquilidade deste Carnaval. Não sei números oficiais mas pelo histórico de Carnavais passados e pela estatística, eu deveria ter presenciado alguma confusão. Pensei que estava apenas com sorte, porém após alguma “pesquisa” entre amigos, todos me confirmaram a mesma coisa – parece mais tranquilo.

Foi essa linha de pensamento vinda de um motivo tão simplório que me fez relembrar e pensar na entrevista que vi. Será que o mundo caminha para a Paz? Será mesmo que podemos esperar que não hajam mais guerras, mais conflitos, mais assassinatos? Será que o ser Humano está ficando mais pacífico?

O Psicologista e Cientista Cognitivo Steven Pinker (Universidade de Harvard) acha que sim. Ele acredita que é perfeitamente concebível que as guerras entre países sigam o caminho do extermínio.

Apesar de saber que ainda existe muita violência no mundo, e mais formas de matar, há cada vez menos guerras entre países desde 1945. Não só em guerras, as taxas de homicídios são mais baixas do que por exemplo na Idade Média ou outros períodos passados. A violência no mundo em geral, e proporcionalmente à população, tem vindo a baixar. O presente é mais pacífico do que o passado e se a tendência continuar, o futuro será mais pacífico do que o presente.

Até em temas “menores”, assuntos que há relativamente pouco tempo eram ignorados – como a violência doméstica – não são mais aceites nem vistos como “normais”.

Steven afirma que temos partes no cérebro que nos impulsionam a ser violentos, como sentir desejo de vigança, tribalismo e a procura por dominância (pessoal ou de grupos, por exemplo, grupos religiosos). Porém outras partes inibem este instinto violento como por exemplo a razão ou o sentimento de empatia e nos permitem ver a violência como um problema a resolver em vez de como um concurso a ser ganho.

Aqui um link para um site interessante, uma base de dados que guarda os números de mortes por vários motivos (desde violentas, cancêrs, partos, etc) por taxa e por país, para os mais curiosos.

Para os que não querem abrir o link –  o Brasil está no número 19 dos mais violentos, Portugal no 143 e Enirados Árabes em 186 (total 192 países). Aqui está um ranking em que todos deveriam querer ficar no último lugar!

 

 


George Jorgensen vira Christine Jorgensen – 60 anos da notícia de mudança de sexo

“Ex-GI se torna beleza loira!”. Este era o título do jornal Americano que anunciava uma inovadora mudança de sexo – uma das primeiras que envolveram cirurgia e tratamento hormonal, no ano de1952.

George Jorgensen chocou a nação Americana ao retornar de uma viagem à Dinamarca transformado na glamourosa Christine.

Quando loira e elegante mulher de 27 anos, envolta no seu casaco de peles, saiu do avião com os seus longos cílios e lábios vermelhos, pouco restava do tímido homem que tinha sido.

Jorgensen cresceu no Bronx e na adolescência ficou convencido que estava preso no corpo errado. Nos anos 40, durante uma curta estadia no exército americano, se deparou com um artigo sobre um médico Dinamarquês, Christian Hamburger, que estava testando hormônios em animais e teve esperança que esta fosse a solução para o seu problema.

Como ambos os seus pais eram Dinamarqueses, não foi difícil conseguir um motivo para justificar a viagem nem conseguir conexões familiares que ajudassem. Assim, em 1950 seguiu para Copenhaga sem revelar a ninguém as suas verdadeiras intenções.

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