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A política de consumo de drogas em Portugal

Portugal se tornou, em 2001, o primeiro país europeu a abolir oficialmente todas as penas criminais para posse e consumo pessoal de drogas, incluindo cannabis, cocaína, heroína e metanfetamina. Isso quer dizer que, desde desse ano, ninguém que tem drogas para consumo pessoal é preso. A produção e o tráfico continuam sendo atividades ilegais e puníveis por lei com penas de prisão.

O país tinha um problema com drogas – seus usuários, na sua maioria, terminavam sem emprego, sem abrigo, nas ruas, trazendo outros problemas para a sociedade.

Uma comissão nacional foi encarregada de resolver o problema e a decisão que tomaram foi a de substituir a pena de prisão por terapia. Prisão sai mais cara do que o tratamento – então por que não oferecer serviços de saúde e prevenção, tentar recuperar as pessoas em vez de encher ainda mais as prisões já sobrelotadas?

Os usuários são encaminhados para um painel constituído por um psicólogo, assistente social e assessor jurídico para tratamento adequado (que pode ser recusado sem punição criminal porém pode ser substituído por uma multa). Existem centros, as regularmente chamadas “casas de chuto”, onde usuários de droga podem consumir em ambiente seguro, com agulhas novas, enfermeiros acompanhando e onde em paralelo, são incentivados a aderir ao tratamento.

Muitos foram contra, apoiam uma “guerra” às drogas,  sem perceber que o fruto proibido é sempre o mais apetecido. Falaram que o experimento seria um desastre, que traficantes tomariam conta, que os usuários iriam se multiplicar e que viraria uma cidade de “turismo de droga”. Pois bem, estavam enganados.

O que aconteceu em Portugal, foi que a despenalização, em colaboração com o apoio público providenciado, trouxe menos tabu, mais informação e mais educação sobre o assunto. O assunto “droga” é discutido nas escolas, na televisão, na comunidade e deixou de ser um bicho de sete cabeças.

A maioria da população está consciente dos seus efeitos, das consequências do seu consumo e portanto mesmo em épocas conturbadas como a adolescência, preferem ficar em porto mais seguro e quando consomem, na sua maioria, são drogas consideradas leves, como cannabis. Mas a melhor parte é que, a comunidade tem apoio, tem para onde se virar se precisar de ajuda, para si ou para um dos seus. O programa funciona.

Vamos a fatos:

O consumo dos adolescentes portugueses aumentou numa primeira fase, antes e após a descriminalização, mas estabilizou quando o efeito novidade se foi. Portugal é hoje o país com as menores taxas de consumo de drogas entre jovens da Europa.

Em 2001, mais de 100 mil portugueses eram viciados em heroína. No ano passado, o número caiu para 30 mil – muitos deles em fase de tratamento. O consumo regular de drogas pesadas no geral, regrediu após a descriminalização, tendo passado de 7,6% para 6,8%.

Como os toxicodependentes portugueses podem obter seringas descartáveis, a descriminalização parece ter reduzido consideravelmente o número de contaminações com HIV (267 ocorrências em 2008, contra 907 em 2000). Há ainda uma diminuição das mortes por overdose e hepatites.

O número de detidos por delitos relacionados com drogas diminuiu mais da metade e atualmente representa apenas cerca de 21%.

Vale notar que ao contrário do que certos países sugerem com a liberalização total, Portugal não controla o grau de pureza das drogas nem a dosagem de consumo, e não arrecada um centavo em receitas fiscais da sua venda. Os circuitos de abastecimento e distribuição continuam nas mãos do crime organizado, o que quer dizer que o problema não desapareceu completamente.

As vantagens são notórias, mas não foi de um dia para o outro. Despenalizar por si só não funciona. É preciso toda uma estrutura de educação, apoio psicológico, médico e jurídico por trás para ter sucesso. Nem todos os países estão capacitados para isso mas é com certeza um bom exemplo.

Site do SICAD – Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências – http://www.sicad.pt/pt/Paginas/default.aspx

 

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Política de senso comum

Política, do Grego politikos, significa “de, para, ou relacionado a grupos que integram a Pólis”. Pólis, por sua vez, significa cidade-Estado, comunidade, coletividade, sociedade. Denomina-se então a arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados.

Na política, os termos  “esquerda” e “direita” apareceram durante a Revolução Francesa de 1789 e o Império de Napoleão Bonaparte, quando os membros da Assembleia Nacional se dividiam em partidários do rei que ficaram sentados nas cadeiras à direita do presidente e simpatizantes da revolução na sua esquerda.

A partir do início do século XX, os termos Esquerda e Direita passaram a ser associados a ideologias políticas específicas e foram usados para descrever crenças políticas dos cidadãos, substituindo gradualmente os termos “vermelhos” e “reação” ou “republicanos” e “conservadores”. Em 1914, a metade esquerda da legislatura foi composta por socialistas unificados, republicanos socialistas e radicais socialistas, enquanto os partidos que foram chamados de “esquerda” agora se sentam do lado direito.

Havia assimetria na utilização dos termos direita e esquerda pelos lados opostos. A Direita negou que o espectro Esquerda-Direita fosse significativo porque o viam como artificial e prejudicial à unidade. A Esquerda, no entanto, buscando mudar a sociedade, promoveu a distinção.

No Brasil, essa divisão se fortaleceu no período da Ditadura Militar, onde quem apoiou o golpe dos militares era considerado da direita, e quem defendia o regime socialista, de esquerda.

Hoje em dia temos esquerda, direita, centro e outras variações e o que não temos é senso comum na política. Em vez de definirmos política em prol da localização das suas cadeiras, devíamos dar uns bons séculos de passos atrás e voltar à definição grega – a ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados, de comunidades ou coletividades.

O político que se define como de “esquerda” ou de “direita” não pode começar bem. Como pode algum ser humano ter apenas uma visão do mundo aplicável a todas as coisas? Como pode alguém se classificar como “esquerda” ou “direita” se o mundo é mutável, se existem várias perspectivas para a mesma questão, várias argumentações lógicas para cada problema que não estão nem certas nem erradas, muitas vezes estando as duas coisas ao mesmo tempo. O fato de escolher um lado, significa inflexibilidade, quando especialmente na política, deveríamos estar preparados para evoluir, aprender e escolher o melhor possível, não vendo apenas um lado, mas enfrentando os problemas com “visão de helicóptero”, vendo as questões de cima e sempre procurando achar as soluções que trazem resoluções finais, estáveis e com menos consequências negativas para todos os envolvidos.

Se até a E.L. James achou 50 tons de cinza, será que a política humana, a administração de seres tão complexos como nós se pode definir em um punhado de direções?

Na verdade, eu acho que partidos políticos deveriam ser abolidos e os indivíduos deveriam se candidatar para posições governamentais de forma independente, assim como fazemos quando nos concorremos a vagas de trabalho em qualquer empresa.

O País pode se comparar a uma grande empresa em termos de gerenciamento. Tem vários departamentos – Financeiro, Recursos Humanos, Vendas, Compras, etc. – existem objetivos, alvos a serem alcançados. A dedicação e honestidade deveriam ser prioridade, assim como a performance e o trabalho de equipa.

As empresas não trocam todos os funcionários no mesmo período. Elas abrem vagas, contratam examinando experiência, avaliando capacidade, profissionalismo, performance. E demitem caso a pessoa não esteja cumprindo suas obrigações com qualidade.

Sugiro isso porque não concordo que só um partido possa estar no poder, não concordo que se um Ministro, Deputado, ou até Presidente, esteja fazendo um bom trabalho, tenha que ser trocado aquando a troca de governo, muitas vezes sendo substituído por alguém não tão eficiente. Assim como não acredito que um incompetente deva ficar num cargo porque é tio, primo ou dorme com alguém importante. Acredito que a competição eleva a qualidade de serviço. Imagine ministros de diferentes partidos, com diferentes visões e experiências, tendo que considerar essas experiências e chegar a um consenso. Penso que existe uma chance de termos uma política mais equilibrada, com menos lobbies e mais considerativa com o povo.

Em vez de escolhermos partidos, deveríamos estar focados em escolher indivíduos, bons gestores, pessoas eficientes, honestas e dedicadas que de fato queiram fazer um bom trabalho e fazer do País um lugar melhor para todos.


Barbara Goyri – Jóias

Não sou a maior usuária de jóias do mundo mas estou adorei a coleção Make a Wish da Barbara Goyri e decidi postar aqui.

Embora ela tenha várias outras coisas lindas no website dela, que podem ser encomendadas e até personalizadas, essa coleção específica é mais o meus estilo – peças pequenas, simples e delicadas. Cada uma com uma mensagem especial.

Vão lá no site dar uma olhadinha – http://www.barbaragoyri.com/coleccoes/


Brasil x Portugal – Qual o seu palpite?

                                                 VS

Vamos ver quem acerta no dia 25 de Junho às 13h30 (África do Sul e Portugal), 15h30 (Dubai) e 8h30 (Brasil).

Qual é o seu palpite?


Ladrão entalado

Ai mãe, moço marafado!!!!

Ah, observação: é um cidadão Romeno, não é Português!