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Ilhas Maurícias

Eu tenho feito algumas viagens maravilhosas que não estou compartilhando como deveria.

Ano passado, em Agosto, fui numa viagem encantadora para as ilhas Maurícias e depois para as Seychelles e vou fazer um post sobre cada um dos locais – vamos torcer que o das Seychelles saia antes de completar um ano dessa viagem.

Um pouco de informação geral primeiro:

Localização: A República da Maurícia fica no Oceano Índico a cerca de 2.000 km da costa sudeste do continente africano e inclui as ilhas Maurícia, Rodrigues, Reunião e mais uns pedaços de terra por ali, vão no wikipedia ou no google maps para mais detalhes. A capital é Port Louis, que fica no noroeste da ilha Maurícia. São ilhas formadas por erupções vulcânicas.

Língua: Por incrível que pareça não tem uma língua oficial. Na prática, entre eles falam Criolo Mauriciano, que tem um som parecido com o Francês mas as palavras são bastante diferentes, a população também fala Francês e Inglês fluente.

História geral: A ilha Maurícia era desabitada antes de sua primeira visita registrada durante a Idade Média pelos árabes, que a chamaram de Dina Arobi. Em 1507, os navegadores portugueses chegaram à ilha e estabeleceram uma base de visitantes. Diogo Fernandes Pereira, navegador português, chamou a ilha de Ilha do Cirne. Em 1598, os Holdandeses comandados pelo almirante Wybrand Van Warwyck desembarcaram em Grand Port e trocaram o nome para ilha de Maurício em homenagem ao príncipe Maurício de Nassau. Os holandeses estabeleceram uma pequena colônia na ilha em 1638, da qual exploraram árvores de ébano e introduziram cana-de-açúcar, animais domésticos e veados. A França, que já controlava a vizinha Île Bourbon (atual Reunião), assumiu o controle da ilha em 1715 e a renomeou como Isle de France. A 3 de dezembro de 1810, os britânicos tomaram o controle da ilha e reverteram seu nome para Maurício. Além dos conquistadores, a ilha tinha, no tempo da escravidão, muitas pessoas trazidas da África, de Madagáscar e da Índia.
Ou seja: todo mundo esteve lá, quem passava trocava o nome, tem influência de todo canto. A escravidão foi abolida em 1835. A independência da República foi proclamada em 12 de Março de 1968 e Sir Seewoosagur Ramgoolam foi o primeiro Primeiro-Ministro da Maurícia com a Rainha Elizabeth II como chefe de estado. O principal produto da ilha é o açúcar, tem várias plantações por toda a ilha. Também têm produção de chá e tabaco e claro, o turismo também move a economia.  

O povo mauriciano é multiétnico, multirreligioso, multicultural e multilingue. Vi um monte de Indianos, Chineses, Árabes, Franceses, Ingleses, e descendentes de todos esses lugares, todos juntos e misturados. Tem Hindus, Católicos, Muçulmanos, tudo de todo o tipo. Todo mundo vive em paz na ilha, que tem um ritmo bem, de ilha mesmo. Todo mundo tranquilo. Tudo se faz mas, sem estresse.

Passei uma semana na ilha e fiquei hospedada num hotel super legal, bem na frente da praia, super ajeitadinho mas sem muita frescura, bem “praieiro”, na praia de Flic-en-Flac (http://www.les2canons.mu/). Como a ilha não é muito grande, aluguei um carro, o que ajudou bastante pois fomos até ao jardim botânico Sir Seewoosagur Ramgoolam na capital e pude dar uma volta na ilha inteira, visitar várias praias.

Quando eu vou pela primeira vez em qualquer país que seja, sempre pego tours com empresas de turismo. É um jeito fácil e prático de ter uma noção geral das coisas mais importantes que o local tem a oferecer.

Essa vez não foi excepção e em nossas tours visitamos:

– o Museu do Açúcar, onde pudemos ver como é produzido e perceber a importância do açúcar nessa comunidade, (https://www.aventuredusucre.com/fr/misc/galerie.aspx);

– plantação de baunilha – que é extremamente sensível, rara e cara

– a Rummerie de Chamarel e Saint Aubin – ambas são destilarias de rum onde se fazem várias provas de rum, mas em diferentes partes da ilha, é complicado para sair de pé de qualquer uma delas

– as terras coloridas de Chamarel – uma propriedade privada localizada em Chamarel, que tem algumas cascatas e onde, devido a presença de diferentes óxidos minerais, a terra apresenta uma variação em coloração, mais especificamente, tem 7 cores diferentes

– Ganga Talao ou Grand Bassin – um lago sagrado com um templo Hindu. Na entrada do templo fica a estátua de Shiva, ao entrar, tem várias estátuas de todos os deuses Hindus

– Fábrica de Chás de Bois Chéri – nos explicam como são plantados, colhidos, trazidos pras fábricas e como são feitos os diversos chás, tudo isso seguido de uma prova de chás maravilhosa com bolinhos deliciosos

– fomos de barco para uma ilha vizinha, mergulhamos pelo caminho, passamos o dia lá, almoçamos e na volta vimos golfinhos. Gostei do passeio em si mas não gostei da pressão em cima dos golfinhos. São tantos barcos em volta deles, tantas crianças e adultos pulando quase em cima deles pra nadar com eles, penso que devem ficar bem estressados e não concordo com isso, acho que podemos apreciar a beleza da natureza sem a danificar e prejudicar

– o Zoo La Vanille Nature Park – vimos vários animais, crocodilos enormes e claro, as famosas tartarugas gigantes, que são de fato, incríveis. Pensar que algumas estão aqui há mais de 100 anos. É preciso ter algum cuidado ao alimentar as tartarugas, elas não fazem de propósito mas às vezes mordem uns dedinhos pensando que é comida

Vimos muitas outras coisas interessantes. A ilha tem muita história, muita coisa para ver e para aprender. É um local onde existe produção, empresas de vários locais, além de turismo. Diferente das Seychelles, que é mais apenas praia e paraíso, as Maurícias parecem ter uma mais vida normal, um paraíso com praias maravilhosas mas mais citadino.

A culinária representa bem a variedade da população – os pratos são uma mistura de comida chinesa, indiana, francesa e criola. Gostam bastante do picante deles. A cerveja local, a Phoenix, é bem gostosa.

As pessoas são bastante simpáticas, todo mundo disponível para ajudar os turistas, dispostos a dar recomendações e a contribuir para as suas férias serem o que você espera.

No geral gostei bastante da viagem, acho que para férias mesmo, de relaxar geral eu prefiro as Seychelles mas sem dúvida as ilhas Maurício merecem uma visita e sendo perto das Seychelles recomendo que façam o que eu fiz – as duas coisas, uma semana em cada um.

Não sou a melhor fotógrafa do mundo mas algumas aí que eu tirei, pra dar uma ideia do local.

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