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Alexitimia – a dificuldade de verbalizar sentimentos

Como seria sua vida se você não sentisse raiva, tristeza, ciúme, mas também não sentisse amor, alegria, entusiasmo? Ou melhor, como seria sua vida se você sentisse tudo isso mas não soubesse reconhecer e descrever as sensações e portanto, não experimentasse o sentimento associado? Complicado imaginar, não é? Nesse caso, até entender é complicado.

Estou falando de Alexitimia, uma disfunção de construção de personalidade pouco conhecida que hoje chamou minha atenção.

A palavra provém do grego: A indica ausência, lexis é palavra e timia, emoção – mais ou menos, “sem palavras para a emoção” e a condição a que se refere, foi descrita pela primeira vez em 1973, pelo psicoterapeuta Peter Sifneos.

Caracterizada pela incapacidade de identificar e descrever os próprios sentimentos, a Alexitimia é bastante comum em conjunto com outras condições médicas, como o autismo, depressão, esquizofrenia. Os pacientes não conseguem associar o que o seu corpo sente com o seu estado emocional.

Por exemplo, alguém que perde um familiar e sente uma forte dor de cabeça mas não associa a dor de cabeça com o sofrimento ou a tristeza de ter perdido alguém próximo.

Os Alexitimianos (essa palavra fui eu que inventei), também costumam ter memória curta para as sensações. Usando o mesmo exemplo, a pessoa esqueceria no dia seguinte que teve dor de cabeça, apagando totalmente o registro de qualquer alteração corporal, de qualquer sensação física, e eliminando totalmente a memória negativa do momento de perda do familiar.

O problema é que, assim como a memória dos momentos negativos se vai, a dos positivos também.

As pessoas que sofrem dessa disfunção, costumam ser bastante conscientes de si-mesmo, analíticas em relação aos seus processos, extremamente racionais e desligadas do mundo emocional, tendo dificuldade de entender os sentimentos das outras pessoas, entender porque as outras pessoas se irritam ou ficam tristes, ou porque se comportam de forma estranha quando estão apaixonadas, considerando na maioria das vezes que são apenas irracionais.

Isso não quer dizer que sejam más pessoas ou psicopatas.

Li a entrevista que um paciente (Caleb) deu para a BBC. Um homem casado, com um filho de 8 meses. No dia de seu casamento, quando viu a noiva entrar na igreja, disse que se sentiu corar e os pés ficarem dormentes, mas que tirando isso, não tem memória de mais nada de relevante, foi tudo bem “neutro”.

Caleb afirma que não sente amor pela sua esposa nem mesmo pelo seu filho, não tem a sensação calorosa do amor, nem a emoção que vem com isso, mas sente uma tensão física no corpo – como músculos tensos – quando fica longe da esposa e do filho por alguns dias, viajando a trabalho por exemplo.

Consciente do seu problema, ele visita um terapeuta regularmente que o ajuda a manter a estabilidade dos seus relacionamentos, a identificar e a associar o que os sintomas físicos que ele sente podem representar emocionalmente e faz um grande esforço para manter a sua parceira feliz. Ele a escuta com bastante atenção procurando racionalizar o sentimento dela para o compreender, memoriza as reações dela, aprendendo assim a identificar quando ela está chateada ou feliz e como ela se comporta nesses momentos.

A melhor parte, ele diz, é que a relação deles não é afetada pela emoção, então é bastante estável e uma escolha totalmente consciente. Caleb não é caso único. Cerca de 10% da população geral (8% homens e 2% mulheres) apresenta sintomas de Alexitimia, em 3 níveis – leve, moderado ou alto.

De acordo com alguns estudos, existem várias causas possíveis para o desenvolvimento dessa condição, como o fator genético; um problema neurológico que provoca uma falta de comunicação entre os dois lados do cérebro, fazendo com que a pessoa sinta a parte física mas não “traduza” a experiência em palavras e emoções; e pode ser ainda causado por um mecanismo de defesa após perdas traumáticas, abuso prolongado, etc – o cérebro simplesmente fecha as vias de processamento de emoções, e a pessoa vai perdendo a capacidade de sentir. Esse último tipo de é reversível com terapia e medicação.

Como em tudo nessa vida nos dias de hoje, existe uma comunidade para pessoas com personalidade Alexitimica e até um teste online. Você pode responder a algumas perguntinhas (em Inglês) e descobrir qual o seu nível de falta de emoção. Clique aqui.

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Chris Rock e relacionamentos (vídeos legendados)


Brigue um pouco! Faz bem pra sua saúde…

Um novo estudo sugere que brigar de vez em quando – por bons motivos – é benéfico para sua saúde. Realizado pelo Institute for Social Research na Universidade do Michigan, a pesquisa involveu 1,842 adultos entre os 33 e os  84 anos.

Os resultados demonstraram que quando as pessoas ficam tensas com alguém, seja seu chefe, marido ou filhos, evitar a confrontação pode ter efeitos indesejados na sua saúde.

Quem evita a briga termina demonstrando mais sintomas de problemas físicos no dia seguinte do que quem entra numa discussão. Altos e baixos anormais de cortisol (hormona do stress) são uma das consequências.

Pesquisas anteriores já tinham demonstrado que os casais que evitam confrontação têm probabilidade de morrer mais cedo do que os que enfrentam a situação. Em ainda outro estudo ficou comprovado que expressar a sua raiva contribui para um sentido de controle e otimismo que não se manifesta em pessoas que respondem passivamente ou com medo.

Fonte: LiveScience

Agora que você sabe isso, vá lá trocar uma idéia com o seu chefe 😉


15 fatores que influenciam seu casamento e podem levar a separação

Anneli Rufus, jornalista e escritora, mergulhou em estudos científicos dedicados ao assunto para compilar uma lista de 15 indícios que demonstram se um casal está caminhando para o divórcio.

Respire fundo e confira a lista dos 15 fatores que influenciam seu casamento e fazem com que tenha boas chances de acabar em separação:

  1. Se você é uma mulher e se casou antes dos 18 anos, seu casamento enfrenta uma probabilidade de 48% de divórcio dentro de dez anos.
  2. Se você é uma mulher que tem muito mais vontade do que seu marido de ter uma criança, seu casamento tem mais do dobro de chances de terminar em divórcio comparado com as uniões em que ambos concordam em quanto eles querem ou não uma criança.
  3. Se você tem dois filhos, você enfrenta uma probabilidade de 36,9% do divórcio, mas se você tem duas filhas, a probabilidade sobe para 43,1%.
  4. Se você é um homem com alto índice de testosterona, você tem 43% mais probabilidades de se divorciar do que homens com baixos níveis do hormônio.
  5. Se o seu filho foi diagnosticado com déficit de atenção e hiperatividade, você tem 22,7% mais probabilidade de se divorciar antes que a criança complete oito anos de idade.
  6. Se você é casado atualmente mas já morou com outra pessoa que não sua esposa atual, você tem duas vezes mais probabilidade de se divorciar do que alguém que nunca viveu junto com alguém.
  7. Se você não sorria em fotografias quando era criança, seu casamento é mais provável que acabe em divórcio do que se você tivesse sorrido intensamente nas fotos de infância.
  8. Se o seu filho morreu após a vigésima semana de gestação, no parto ou logo após o parto, você tem 40% mais probabilidades de se divorciar do que se você não tivesse perdido um filho.
  9. Se você é uma mulher que foi recentemente diagnosticado com câncer ou esclerose múltipla, o seu casamento é seis vezes mais provável de terminar em divórcio que se seu marido tivesse sido diagnosticado com essas doenças em vez de você.
  10. Se você é uma mulher branca e você está separada do seu marido, há 98% de chances de você efetivamente se divorciar no prazo de seis anos. Se você é uma mulher hispânica, a probabilidade cai para 80%. Já caso você seja uma mulher negra, a probabilidade é de 72%.
  11. Se você é um dançarino ou coreógrafo, você enfrenta uma probabilidade de 43,05% de divórcio, em comparação com os matemáticos, que têm 19,15% de chances de se divorciarem. Treinadores de animais possuem uma probabilidade de 22,5%.
  12. Se você é um fazendeiro, você encara apenas 7,63%. Outras profissões que se encaixam nessa categoria de baixo risco são engenheiros nucleares (7,29%) e optometristas (apenas 4%).
  13. Se você ou seu cônjuge sofreu uma lesão cerebral, seu casamento enfrenta 17% de chance de terminar em divórcio.
  14. Se você é uma mulher negra, seu primeiro casamento possui uma probabilidade 47% de terminar em divórcio num prazo de dez anos. Para mulheres latinas, a probabilidade cai para 34%. Mulheres brancas tem 32% de chances e as asiáticas, apenas 20%.
  15. Se você é uma mulher e está servindo ativamente nas Forças Armadas, seu casamento tem 250% mais probabilidade de acabar em divórcio do que se o homem do casal estivesse servindo.

Vi no HypeScience

Será que as percentagens são acumulativas?

Acho que essa senhora é prima do meu cachorro 🙂


Mulher arranca testículo de ex e tenta engolir

A comedora de saco

Amanda Monti – 24 anos – teve um acesso de raiva quando o seu ex-namorado, Geoffrey Jones – 37 anos – rejeitou os seus avanços no final de uma festa. Ela puxou o seu testículo esquerdo e tentou engoli-lo. Sem sucesso, terminou cuspindo de volta.

Ela se confessou culpada do crime e foi condenada a 2 anos e meio de prisão. O juíz Charles James disse que foi uma “agressão muito grave” e que Monti não agiu em defesa própria.

O tribunal ouviu o depoimento, onde ficou claro que Jones terminou a “relação aberta” com Amanda no final de Maio do ano passado. O ex-casal continuou mantendo a amizade e no dia 30 Maio ela o pegou numa festa e foram junto com uns amigos tomar uns drinks na casa de Geoffrey.  

Uma briga começou e rapidamente virou uma luta. Aparentemente Amanda agarrou os genitais do ex e “puxou com força”. Tanta força que, de acordo com Jones “a minha cueca caiu, fiquei completamente pelado e sentindo uma dor insuportável”.

Um amigo que presenciou o acontecido testemunhou que viu Monti colocar o testículo na boca e tentar engolir. Aparentemente ela se engasgou, cuspiu de novo na mão e o amigo tirou da mão dela e devolveu a Geoffrey dizendo “Isso é seu”.

Numa carta ao tribunal Amanda diz estar arrependida e que “Nunca foi minha intenção machucar Geoff e o facto que lhe causei dor vai viver comigo para sempre. Não sou de maneira nenhuma uma pessoa violenta”. Dizia ainda “Tentei explicar para mim mesma o que aconteceu e ainda não consigo lembrar. Isso me causou muita angústia e eu vai causar até o fim da minha vida”.

Fonte: BBC News

E aí, o que vocês acham disso?