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Arquivo da tag: Tecnologia

Impressão 3D – invenção revolucionária

Em 1983, Charles “Chuck” Hull teve uma idéia enquanto usava luz UV para endurecer as camadas de verniz que aplicava numa mesa. Ele pensou em fabricar materiais sólidos “imprimindo” sucessivamente camadas finas dos mesmos e os endurecendo com UV de forma a moldar e criar formas. Patenteou o termo como stereolitografia.

Devido aos enormes custos e à falta de tecnologia na época e, apesar de já existir há mais de 30 anos, apenas agora a revolução da impressão 3D está acessível ao público. E é realmente uma revolução fantástica!  

O apresentador do programa de televisão americano The Tonight Show, Jay Leno é fã de carros antigos. Mas as peças antigas são raras, quando não inexistentes. O problema foi resolvido quando Leno resolveu imprimir partes de seu Stanley Steamer 1909. Reconstruiu o carro com uma impressora 3D!

Em 2011, os vestidos 3D da holandesa Iris van Herpen figuraram entre as 50 melhores invenções da revista americana Time. Em vez de prancheta e tesoura, ela usou computador e impressora para criar roupas, sapatos e acessórios. Outra iniciativa vem do estúdio de moda americano Continuum Fashion que vende peças como o biquíni N12, feito de náilon e sem um único ponto de costura – característica da nova moda 3D, já que a tecnologia permite a impressão por inteiro da peça. A linha de sapatos Strvct, da mesma loja, é impressa em borracha texturizada e revestimento de couro.

E na ciência? A 7 de Fevereiro de 2012 cirurgiões implantaram uma mandíbula “impressa” de titânio numa paciente de 83 anos que sofria de osteomielite – inflamação óssea. De acordo com a equipe médica responsável pela operação, a produção do maxilar levou apenas “algumas horas” e a peça final ficou com 107 g de peso, “pouco mais que um maxilar normal”, com o custo de US$ 20 mil (aproximadamente R$ 34,4 mil). Como foi feita sob medida, a operação foi relativamente simples e no dia seguinte a paciente já conseguia ingerir líquidos e falar.

Em 2013 já estavam implantando 75% do crânio de um homem que foi reconstruído por uma impressora 3D, nos Estados Unidos. O crâno é composto de um polímero orgânico chamado PEKK, projetado especialmente para facilitar a regeneração óssea através de crescimento celular. O uso de uma impressora 3D permitiu que o processo inteiro fosse realizado em apenas duas semanas.

A chamada “bioimpressão” está revolucionando o mercado médico e ajudando muitas pessoas com ossos e orgãos danificados a terem esperança de recuperar quase totalmente a sua imagem ou terem orgãos disponíveis sem passarem por uma lista de espera enorme. A impressão de vasos sanguíneos e células ainda não é possível porém já existem várias equipes de cientistas formadas, que se dedicam a encontrar compostos orgânicos e forma de o fazer. Com o entusiasmo geral e os desenvolvimentos absurdamente rápidos, tenho certeza que em pouco tempo essa será uma possibilidade real.

No momento, tem gente tentando imprimir até comida com essa tecnologia!

A impressão 3D está começando a se popularizar, e a previsão comum é de que ela transformará a produção, estimulando uma revolução do consumo que irá colocar uma impressora em cada casa.

Já imaginou – ter uma dessas na sua casa? Quebrou um prato? Basta imprimir um novo! O que será o jantar hoje? Bife à milanesa com arroz e molho de tomate impressos? E as pessoas mais velhas, terão já substituído fígado, rins, coração por uma versão 3D? Será que tem algo que não possamos imprimir?

 

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Prever o futuro – coisa de tecnologia, não de bruxo

A Google Venture investiu numa empresa chamada Recorded Future, que trabalha para prever o futuro.

O sistema pesquisa a internet e coleta referências sobre eventos futuros. Todas essas informações são guardadas numa base de dados e posteriormente analisadas por um algoritmo, que retira conclusões desses dados.

São os biliões de acções humanas, sobretudo de pesquisa, mas também de decisão que fornecem os dados necessários. Depois disso, a força dos algoritmos e o poder dos processadores retira suas conclusões com base em várias técnicas, como por exemplo usando a sabedoria das multidões — que consiste em colocar uma questão a uma grande quantidade de cérebros e extrair a média das respostas. Tornando mais complexa a grelha de interpretação (confronto de respostas por grupos de cérebros) podemos melhorar, ou piorar, os cenários de previsão.

A idéia é que o resultado das previsões tenha uma precisão semelhante à dos boletins meteorológicos.

A Recorded Future oferece atualmente alertas sobre mercado financeiro, notícias geopolíticas, mudanças no cenário industrial, informações sobre figuras públicas, tecnologia, segurança da informação e até possíveis ataques terroristas. O aplicativo pode também ser configurado para gerar resultados sobre um tema ou indivíduo específico.

A Google ainda não divulgou quando terá acesso aos dados da Recorded Future nem como esses dados serão utilizados.

Para quem ainda não sabia, o conceito não é novo, já existe desde de 1997 quando Clif High e o seu associado George Ure decidiram criar um software que prevê o futuro de acordo com as keywords inseridas na internet. O Web Bot Project foi criado inicialmente para fazer previsões sobre as tendências das ações no mercado econômico.  

Os algoritmos que criaram são altamente secretos e eles vendem as suas previsões no website HalfPastHuman. Dizem ter previso o 11 de Setembro, o furacão Katrina, desastres áereos e outros acontecimentos. 

As próximas previsões includem um grande atentado terrorista dia 8 de Julho de 2010 assim como o iníco da 3a Guerra Mundial, que deve começar dia 11 ou dia 14 de Novembro também desse ano. Ainda uma super catástrofe em 2012, que pode ser provocada por uma reversão nos pólos magnéticos da Terra ou por uma série de atentados nucleares que culminará com um atentado maior e mais devastador – faz sentido, se a 3a guerra realmente começar.

O sistema não prevê, no entanto, o fim do mundo ou do planeta Terra.

Interessante?

Veja o vídeo de apresentação da empresa Recorded Future (em inglês):


Não vai funcionar…

Essa nova tecnologia é ótima, vai facilitar muito a vida dos assaltantes! 

É só se colocar na frente e o carro reduz a velocidade automaticamente e eventualmente pára, simples assim:

http://g1.globo.com/carros/noticia/2010/04/subaru-lanca-sistema-que-detecta-pedestres-e-freia-automaticamente.html


Bionanotecnologia – Cyber Sapiens?

Ontem vi essa matéria – a versão ainda não corrigida – e fiquei meio chocada. Não porque afirmava que o Homem vai virar Deus mas porque em um segundo me passou pela cabeça que talvez seja demais.

Talvez ainda esteja viva para assistir a essas tecnologias entrando nas nossas vidas, talvez ainda tenha que implantar um chip na cabeça para conseguir acompanhar o mundo. Embora seja a favor dos avanços científicos e de tecnologia, etc, me pergunto onde vai parar?

Cyber Sapiens, essa vai ser a designação da nossa espécie.

“No artigo publicado na edição de 8 de Março algumas afirmações do investigador Filipe Luig surgiram fora de contexto. Veja aqui a versão corrigida pelo especialista da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

O texto corrigido surge assinalado a bold.

A afirmação está descontextualizada. A título de comparação, para demonstrar o impacto futuro da nanotecnologia, lembrei a assistência dos títulos dos jornais nos anos 80 e 90 quando a engenharia genética e posteriormente com a clonagem, era frequente ler afirmações do género “Man is playing God”. Sendo a nanotecnologia a manipulação atómica e sabendo que tudo é feito de átomos e com base no actual progresso exponencial podemos imaginar um cenário futuro em que certamente a haver jornais, os títulos seriam mais do género “Man is God”. Afirmar isto não é afirmar que a nanotecnologia nos vai transformar em deuses. É apenas uma analogia entre o impacto causado pela manipulação genética com o possível impacto causado por uma manipulação atómica que será claramente mais abrangente e determinante que a anterior.

Quem o assume ao DN é Filipe Luig, investigador da área da bionanotecnologia na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT-UNL), e que trabalha actualmente no fabrico de nano-sensores constituídos por silício e ADN.

O encontro decorreu à margem das X Jornadas de Análises Clínicas e Saúde Pública, que decorreram na sexta-feira e sábado na Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, onde o cientista foi falar sobre a sua investigação na área.

A nanotecnologia é a exploração quântica da matéria que pretende a construção de estruturas e novos materiais a partir dos átomos. No futuro, quando esta tecnologia estiver dominada pelo homem, tudo poderá ser feito, pois tudo é feito de átomos. “Poderá criar-se vida a partir de moléculas de água e ar”, complementa Filipe Luig.

Não faço a mínima ideia se se pode ou não vir a sintetizar vida a partir de moléculas de água e ar. As moléculas de água e de ar têm a ver com o vídeo/documentário de animação computarizada em que inicialmente se introduz ar e água e no final da ?nanofactory? sai um computador. É um clip demonstrativo e de futurologia disponível na net no Google sob a designação nanofactory.

Foi o Prémio Nobel da Física de 1965, Richard D. Feynman, que pela primeira vez introduziu este conceito. A 29 de Dezembro de 1959, numa palestra dada no encontro anual da Sociedade Americana de Física, defendeu a hipótese de não existirem quaisquer obstáculos teóricos à construção de pequenos dispositivos compostos por elementos muito pequenos, os átomos. O investigador da FCT-UNL acredita que no futuro tudo será feito com a mesma base que os seres humanos: “Os nano-computadores serão construídos com ADN, como os humanos.”

Para ajudar à evolução, estão as condicionantes que se atravessam na investigação informática. “Estamos a chegar ao limite da miniaturização dos chips de silício, usados nos computadores. Prevê-se que, daqui a 10 anos, iremos precisar de uma alternativa ao silício. Essa alternativa será o ADN”, explica o investigador.

Estes nano-computadores irão fazer tudo o que os actuais fazem, com a respectiva evolução. Enquanto que, actualmente, a informação é transportada por electrões e transístores para a processar, será o ADN a encarregar-se desses processos. O avanço será tal que irá obrigar o Homem a tornar-se biónico. “Os processadores dos computadores irão ser tão rápidos e com tal capacidade que teremos de implantar chips biónicos no cérebro para que este consiga acompanhar a velocidade de processamento da máquina”, diz Filipe Luig, fundamentado numa profecia feita em 1995, pelo presidente da Intel, Gordon E. Moore.

Não sei quem é o presidente da Intel. G Moore, foi co-fundador da Intel e nos anos sessenta, como disse na palestra, fez uma curva, hoje chamada de Lei de Moore. Essa curva foi projectada a pedido da     IBM para saber se do ponto de vista económico valia a pena investir em chips de silício. G Moore fez a curva para os seguintes dez-vinte anos, penso. Mas já mais recentemente outros investigadores de inteligência artificial como o Ray Kurzweil, extrapolaram sobre essa mesma curva e afirmam ser possível a inteligência artificial vir a atingir a capacidade de processamento do cérebro humano nos próximos 20 anos já que a Lei de Moore hoje se mantém verdadeira e aplicável.

Em 1995, relativamente à tal profecia ou profecias, foram pedidas umas previsões para o surgimento dos primeiros grandes paradigmas da nanotech como aplicações comerciais, como o eventual nano-assembler, como os nanocomputadores etc… mas nenhum deles era G Moore. Eles eram Brenner (especialista em nanotubos de carbono), Smalley (Nobel por ter co-descoberto o Carbono 60 / Buckyballs), E. Drexler etc..

Junto a tabela que apresentei relativamente à qual comentei que eventualmente fazendo uma recta dos mínimos quadrados para as previsões de todos estes autores será expectável obter uma aproximação mais real.

                              Birge      Brenner    Drexler     Hall         Smalley
nano-assembler:   2005      2025         2015         2010      2000

nano-computador: 2040     2040          2017         2010     2100

reparação celular: 2030     2035          2018         2050     2010

produto comercial: 2002    2000          2015         2005     2000

leis-nanotech:        1998    2036          2015         1995     2000

“A Lei de Moore diz-nos que a capacidade de processamento dos chips duplica a cada 18 meses e estes diminuem de tamanho na ordem inversa.”

Aliás, “prevendo a evolução da humanidade ao ritmo que actualmente temos, nos 90 anos que faltam para o fim do século iremos evoluir 20 mil anos”, acrescenta.

Não diria evoluir mas sim progredir tecnologicamente. O homem irá compactar num século milhares de anos de progresso tecnológico tendo como fundamento o progresso exponencial ao rácio actual. Evoluir é uma coisa. Progredir tecnologicamente é outra. 

5 PERGUNTAS A FILIPE LUIG

A bionanotecnologia será a base de tudo no futuro?

No futuro tudo será feito pela biotecnologia. Iremos colocar partículas de água e ar numa máquina e, com a desconstrução e construção de átomos, sairá de lá um computador todo feito em ADN. Os chips integrados, ou de silício, bem adoptados pela IBM, estão a perder a sua capacidade. Iremos chegar a uma altura em que iremos necessitar de mais processamento e armazenamento em menos espaço. O silício vai se esgotar e iremos precisar de outro material. Entra em cena o ADN, que a nanotecnologia está a desenvolver.

ver vídeo

O computador que de lá sai não é de DNA. O vídeo é uma demonstração das possibilidades da nano e do seu impacto.

A computação de DNA é uma possibilidade futura bem como a computação quântica. Isto porque a miniaturização física do silício está de facto a atingir o limiar. As alternativas podem ser o DNA porque à imagem da natureza, o DNA serve para processar e armazenar a informação. Desde o inicio dos anos 90 que se exploram as capacidades de computação da molécula de DNA nesse sentido ver dna computing no Google. O DNA é um excelente nanomaterial. A sua versatilidade e flexibilidade demonstram-no.
   
Quais irão ser as vantagens do ADN em relação à tecnologia actual?

O ADN tem uma excelente estabilidade química que, aliada à rigidez mecânica e capacidade condutora, faz dele um excelente material para se usar.

Que outros materiais estão a ser desenvolvidos pela nanotecnologia?

Os nanotubos de carbono, que são formados por átomos de carbono. Possuem alta resistência a tensão mecânica, como um diamante, e são bons condutores ou semi-condutores, especialmente de calor.

Que uso poderá ter este material?

Já se fala que daqui a uns anos vai sair um telemóvel flexível feito deste material. Será ainda, por exemplo, possível comunicar com doentes em coma, por via destes tubos e enviar informação pelo próprio ADN.

Existem interfaces neuro-electrónicos em que via nanotubos de carbono se estimularam células nervosas em culturas de neurónios de rato. A ideia passa por possibilitar um despoletar do potencial de acção responsável pela ocorrência de sinapses. Não há aqui DNA envolvido. É um estímulo electrónico que se pensa poder ser usado em doenças como Parkinson e Alzheimer. Apresentei uma publicação que sustenta a ideia de que o casamento biofísico é cada vez mais uma realidade. Fonte: Interfacing Neurons with Carbon Nanotubes: Electrical Signal Transfer and Synaptic Stimulation in Cultured Brain Circuits, Andrea Mazzatenta,1

Apenas para exaltar a máxima de que a intimidade entre um mundo vivo e um artificialmente concebido por nós  está cada vez mais estreitada tendo isto só por si, logicamente outra vez uma série de implicações que não cheguei a discutir, como realçei na palestar, não faziam parte do âmbito discutido.

Se a velocidade de processamento vai aumentar e a tecnologia vai colocar elementos no nosso corpo, quais serão as consequências?

No futuro iremos ser mais biónicos, com circuitos electrónicos instalados no nosso cérebros que irão funcionar em conjunto com o nosso ADN. A evolução das máquinas irá obrigar a que o homem se torne ele, também, em algo que pode ser modificado. Acredito que poderemos assistir, dentro de 100 anos, ao nascimento da próxima evolução do homem: o cyber sapiens.

Não é minha a teoria como é óbvio mas se nos mantivermos neste rácio de progresso tecnológico será cada vez menos ficção científica um dia de facto nos tornarmos 100% biónicos. Muitos são os autores que consideram a possibilidade do homem cibernético e chamam a isto a teoria do ciber sapiens. (ver Kurzweil AI).”

 Via DN ciência


Incrível – Tecnologia

Uma equipa de biólogos norte-americanos construiu um “computador vivo”, no sentido mais literal do termo. Com bactérias geneticamente modificadas, criaram computadores capazes de resolver problemas matemáticos complexos, mais rapidamente que qualquer sistema electrónico.

A equipa adicionou genes a bactérias Escherichia coli, transformando-as em computadores bacterianos. A programação bacteriana está, desta forma, a deixar para trás a tradicional, ganhando ainda o potencial de gerar “processadores” capazes de se auto-reparar.

 Tecnologia avançando a passos largos…