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Arquivo da tag: Vida

Eu sou imortal

Outro dia estava conversando com meu namorado e estávamos falando sobre coisas possíveis e impossíveis. Eu disse que nada é impossível e ele me respondeu que é sim, complementando que é impossível por exemplo, ser imortal.

Eu rapidamente respondi “mas eu sou imortal”. Acho que ele não entendeu e levou como mais uma das minhas (muitas) loucuras. Eu estava falando sério. Eu acho que nada de fato é impossível e acredito que sou imortal. Acho que tudo depende de interpretação e da sua visão sobre as coisas.

Porque é que eu me acho imortal? Muito simples, porque tenho esse blog. Porque tenho um Facebook, um LinkedIn ou um Twitter que imortalizaram a minha vivência. Eu existo, tenho voz e tenho provas disso. Através da Internet imortalizei algumas das minhas experiências e opiniões, me tornando também imortal. Para mim, enquanto alguém no mundo lembrar quem eu sou, seja onde for, conhecido ou não, eu estarei presente.

Se eu morrer hoje e daqui a 100 anos alguém achar esse post, eu estarei conversando com alguém. Eu acredito que para sermos imortais apenas temos que cumprir o famoso: plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho. Eu já plantei mais do que uma árvore, optei por escrever um blog (agora dois) em vez de um livro, me falta o(a) filho(a), que me imortalizará biologicamente.

Atualmente conseguimos rastrear genes, e perceber que existem famílias dispersas em lugares opostos do mundo que provêem do mesmo ancestral, ancestral esse que viveu séculos e séculos atrás, milhares de anos atrás. Isso não é uma forma de imortalidade? Para mim é.

Ser imortal para mim não é ter o mesmo corpo para sempre, isso na verdade não acontece nem durante o ciclo da nosso corpo. O Universo é feito de renovação. Assim como o seu corpo renova suas células, e o mundo a sua população, o Universo também se renova – umas estrelas se apagam, outras se formam, por exemplo. A Terra também tem “fases”. Já teve era glaciar, já foi quente e árida, teve dinossauros que foram extintos, renovando sua natureza e seus habitantes.

Tudo se renova mas a marca que você deixa no mundo, na historia, com a sua essência, essa te imortaliza.

Se eu morrer, quer dizer que eu não existo? Mas como, se eu estou falando com você agora mesmo nesse post?

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A vida muda, ainda bem

Não é a primeira vez que falo de mudanças mas antes, falei de mudanças de local, hoje, vou falar de mudanças em geral. Porquê mudar? E mudar em quê, o quê?

O que eu mais aprecio quando mudo de lugar, por exemplo, é a chance de mudar como pessoa. Quando vamos para um local novo, conhecemos novas pessoas, habitamos um novo ambiente, temos uma nova chance, de fazer mais e fazer melhor.

É como se com a mudança de local e as roupas mais gastas que deixamos para trás para não levar bagagem extra, ou junto com a mobília que vendemos, deixamos ou podemos deixar um pedaço de nós, que está mais gasta ou não nos agrada o suficiente para levarmos connosco.

Temos a chance de nos reinventar, criar um personagem diferente. Não um personagem de novela, não inventar outra personalidade, mas temos a possibilidade de nos mostrar a um grupo de pessoas novo de uma forma diferente, não nos conhecem, não temos rótulos. Não conhecem o nosso passado, não sabem nada da nossa vida e você pode se apresentar da forma que quiser e criar uma nova imagem de você mesmo.

Quando mudo de país, por exemplo, aproveito a oportunidade para tentar melhorar. Coisas às vezes até simples como por exemplo, falar mais baixo. Eu falava alto e me incomodava até a mim. Hoje falo baixinho? Não, nem tanto, mas na maioria das vezes falo com um tom normal e tento me aperceber do meu tom, apenas aumento o volume quando estou muito entusiasmada, muito irritada ou quando estou bêbada (acontece). Ao me aperceber dos meus erros, defeitos e falhas, tenho mais e melhores chances de as corrigir. Mesmo que não consiga corrigir tudo (ou até mesmo nada) a cem por cento, estou ciente do que sou e isso me dá a chance de melhorar o que sou, não pelos outros, mas porque eu detesto quando escuto pessoas falarem alto demais.

Li um artigo que diz que a felicidade tem a ver com a nossa honra, com a honestidade que temos para connosco e com os outros, com o manter a palavra, nos importarmos com os outros e largarmos mão do que não conseguimos controlar. É melhor ser feliz do que ser triste, quem não concorda? O que é que isso tem a ver com as mudanças? Tudo! Porque não aproveita o dia de hoje e muda de estado de espírito?

O que parece difícil às vezes é mais fácil quando feito. O que te deixaria feliz? O que você precisa mudar na sua vida, em você mesmo para ser feliz? E porquê não o faz então?

Se vai se arrepender ou não – eu te respondo – não vai. Nunca vai. Daqui a vinte anos você vai apenas se arrepender do que não fez, do que não tentou. O que tentou e “falhou”, seja por culpa sua ou dos outros, você vai ver como lições que te fizeram crescer, trouxeram aprendizado e te tornaram mais forte, que te mudaram e te fizeram se conhecer um pouco mais e te tornaram um pouco melhor.

80% das pessoas trabalham com coisas que não gostam no mundo, não achei uma percentagem para as que estão em relacionamentos infelizes, moram em lugares que não gostam ou outras coisas “menores” que não mudam por puro medo de mudança.

Porquê não arriscar? O mundo é pequeno, se chega em qualquer canto facilmente hoje em dia. Existem mais de 7 biliões de pessoas no mundo, muitas delas especiais, como você. Trabalho bom é aquele que te faz ir para casa sorrindo e se sentindo útil, mesmo depois de ter passado 15 horas trabalhando. Porquê não mudar? Se a mudança é necessária em sua vida, mude. Tenha medo, todos temos medo, mas mude com medo mesmo.

O hábito só deve ser mantido para o que nos faz bem. Se habituar a amar e ser amada por uma pessoa que te merece é maravilhoso, se acostumar a ser pontual e a cumprir suas metas num trabalho que te realiza é perfeito, querer ver todo o dia o mar ou aquela montanha ou quem sabe a neve que você tanto ama na sua cidade é fantástico e recomenda-se.

Em pesquisa, li mais dois artigos que dizem que as pessoas mais velhas são mais felizes e que os arrependimentos que as pessoas mais têm antes de morrer são de não ter dito que amam o suficiente, de não ter tentado mais e de terem gasto muito tempo trabalhando em empregos insatisfatórios em vez de com a família.

A felicidade não nasce connosco. Só algumas poucas pessoas têm esse privilégio, de nascer felizes. A felicidade se aprende e é feita de lições, de tentativa e erro, de mudanças até chegarmos ao acerto. Cometa muitos erros, alguns acertos e no meio das atribulações vá trilhando o seu caminho. Sem medo! Com uma pequena mudança vêm várias novas oportunidades.


Planos e mais planos – Balance Scorecard na vida pessoal

Já pensaram como a vida muda? Claro que todo mundo pensa nisso toda hora de certa forma, mas estou falando realmente pararam para pensar onde estavam 5, 10 anos atrás e como as coisas estão hoje? Estão indo na direção que desejam?

Eu não sei se isso só acontece comigo mas tenho a sensação que a minha vida foi feita para ser surpreendente, às vezes de uma forma positiva, outras nem tanto. No final, tudo sempre dá certo mas nada é do jeito que eu planejo. Isso quer dizer que eu estou fazendo os planos errados ou que não devo fazer planos nenhuns

Essa semana estive em treinamento numa matéria chamada Balance Scorecard. É um modelo estratégico desenvolvido pelos Drs. Robert Kaplan and David Norton que inclui metas, objetivos, medidores e medida alvo a 4 níveis diferentes – Financeiro, Processos, Aprendizado e Crescimento e Serviço ao Cliente.

O Balance Scorecard (BSC) não é só utilizado em empresas, pode ser aplicado na vida pessoal também.

De acordo com o modelo você deve estabelecer metas gerais, que representem o que você deseja, por exemplo, ter uma carreira de sucesso.

Dentro dessa meta você estabelece objetivos, que são jeitos passíveis de serem medidos e que fazem parte da meta geral, por exemplo, se a meta é ter uma carreira de sucesso, um objetivo pode ser – ser promovida.

Depois estabelece um medidor, uma medida para esse objetivo. Nesse caso, um medidor possível seria – número de promoções por ano. Finalmente estabelece um alvo, por exemplo – 1 promoção por ano.

Fazendo isso para as 4 áreas (Financeiro, Processos, etc), estabelecendo 1 meta por área e cada meta com 4 objetivos. A idéia é que não sejam coisas surreais, apenas coisas tangíveis mas ao mesmo tempo não podemos definir alvos muito baixos porque senão não nos esforçaremos o suficiente para os realizar e portanto, não haverá melhoramento ou desenvolvimento.

Eu tenho muitas metas, na verdade eu quero tudo e quero tudo o melhor possível – a carreira de sucesso, a família feliz com um parceiro feliz e filhos bem educados, quero contribuir para um mundo melhor,  os amigos por perto e ainda quero ser bem cuidada, com saúde. Será possível? Eu acredito que é e me esforço para conseguir todas as coisas que falei acima. Não espero nada perfeito mas acho sim possível ter tudo o que citei num nível bom.

Depois que fiz este treinamento (e é para isso que servem) me apercebi de uma coisa básica. Os meus planos nunca foram planos. Eram expectativas ou reações e não planos. Se eu me mudei tanto não foi porque assim planejei, foi acontecendo. Se eu trabalho onde trabalho, também não planejei, foi acontecendo. Mesmo que esteja bem onde estou, será que não deveria ter um plano, ter metas rigorosas, com medidas e alvos bem estipulados e trabalhar neles com todo o foco e será que estaria ainda melhor?

O meu treinador disse que ele tem um BSC para ele e para os filhos. Lá ele coloca como alvo que tem que ligar para os amigos 1 vez por semana pelo menos, mesmo os que nunca ligam se ele não ligar. Tem estipulado um número de vezes por semana que leva a esposa para sair, os check-ups médicos que tem que fazer ou quanto deve ganhar nesse ano.

Será que isso funciona na vida pessoal ou a vida dispensa planos e segue o vento?

Mais sobre o BSC (inglês) aqui. E em Português aqui.

 


Agora Recife!

A vida muda num piscar de olhos, é verdade. Você pode até fazer planos, tentar manter o foco e ter uma meta, mas nunca ache que seus planos são o único caminho possível, nem sequer o certo, as coisas mudam quando você menos espera.

Quando soube que ia voltar para o Brasil, fiquei um pouco nervosa, confesso. Tinha certos receios sobre voltar, especialmente para São Paulo, que nunca tinha sequer conhecido antes e que não fazia ideia se ia gostar ou não. Não gostei, não me adaptei e apesar dos meus maiores e melhores esforços, não funcionou. Acho que São Paulo também não gostou muito de mim. Hoje sei que não funcionou porque não era para funcionar.

E assim, depois de 11 meses em São Paulo me mudei para Recife. Como disse no meu post sobre Mudanças há cerca de um ano, mudanças sempre vêm para melhor, mesmo as que não são esperadas. Não porque todas as mudanças aconteçam por bons motivos, mas com todas elas aprendemos, crescemos, evoluímos, e portanto com elas nos tornamos melhores, melhorando assim tudo o resto.

Então agora Recife!! E que venham todas as novas experiências, aprendizados, amizades e tudo o mais que me está destinado!

“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.”Fernando Pessoa

Recife

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Mudanças

“A mudança é a lei da vida. Aqueles que olham apenas para o passado ou para o presente serão esquecidos no futuro.” John F. Kennedy

Passei mais de 3 anos em Dubai. Fiz amigos, tinha um trabalho que apesar de não ser na minha área de formação era bastante satisfatório – numa boa empresa, estável, com boas pessoas e algum desafio intelectual – tinha um carro que adorava, um apartamento alugado, vários conhecidos e acima de tudo, alguns bons amigos.

Três anos não é muito tempo, mas eu diria que num país que tem uma cultura tão diferente, com regras e um estilo de vida tão diferente, a velocidade do tempo não é a mesma. Ou pelo menos não parece ser. Estava bem, tinha tudo o que precisava e tinha qualidade de vida. Tive a oportunidade de viajar muito e fazer várias coisas que em Portugal ou no Brasil nunca teria feito mas, às vezes, precisamos de uma mudança, não para melhor nem para pior, para diferente.

E aqui estou eu, depois de tantos anos, de novo como residente no Brasil, desta vez em São Paulo.

“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.”Fernando Pessoa

Para os que como eu, passaram ou estão passando por mudanças em suas vidas, lembrem-se que mesmo que na hora não pareça, sempre mudamos para melhor, nem que seja porque aprendemos e melhoramos com cada nova experiência.